Justiça manda soltar PM réu por morte de estudante de medicina em São Paulo
A Justiça decidiu soltar o policial militar Bruno Carvalho do Prado, um dos réus acusados pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22. O caso aconteceu em novembro de 2024 , durante uma abordagem em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo . Leia mais (09/17/2026 - 20h02)

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A Justiça decidiu soltar o policial militar Bruno Carvalho do Prado, um dos réus acusados pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22. O caso aconteceu em novembro de 2024 , durante uma abordagem em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo .

Ele estava preso desde o início de agosto, quando um advogado que representa a família de Marco Aurélio denunciou à Justiça um suposto caso de violência doméstica cometido por Prado.
A defesa do PM entrou com recurso contra a detenção. O pedido foi aceito pelo Tribunal de Justiça do estado nesta quarta (16), que determinou sua soltura.
Prado estava com o PM Guilherme Augusto Macedo, autor do disparo que matou o estudante. Os dois são réus por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e devem ir a júri popular . A defesa dos policiais recorreu, mas o pedido ainda não foi analisado.

A decisão que determinou a soltura foi tomada durante análise virtual de um pedido de habeas corpus apresentado pela antiga defesa de Prado.
Relator do pedido, o desembargador Mazina Martins afirmou que Prado não estava sujeito a medidas cautelares na ação sobre a morte do estudante.
Quanto ao caso de violência doméstica, o relator disse que as medidas protetivas inicialmente decretadas pela primeira instância da Justiça já foram indeferidas em abril, depois que a mulher do PM negar ter sido agredida por ele.

Por isso, o relator considerou que a prisão preventiva era desproporcional.
Prado deverá cumprir medidas alternativas à prisão: comparecer mensallmente em juízo para informar e justificar suas atividades; manter o endereço residencial atualizado junto à vara de origem; não manter contato com familiares de Marco Aurélio ou com testemunhas do processo; e não portar ou possuir arma de fogo, pessoal ou funcional.
Ele também deverá exercer apenas atividades administrativas na Polícia Militar .
"A prisão preventiva havia sido decretada a partir de premissas fáticas e equivocadas que, conforme sustentado reiteradamente pela defesa, não correspondiam adequadamente ao que efetivamente constava dos autos", disse o advogado Reginaldo Coutinho, que atua na defesa de Prado.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/justica-manda-soltar-pm-reu-por-morte-de-estudante-de-medicina-em-sao-paulo.shtml.

Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22, aluno do 5º ano de medicina, morto pela polícia durante abordagem em um hotel na Vila Mariana, zona sul - Arquivo pessoal · Arquivo pessoal — Foto: Folha de S.Paulo
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