Brasil

    Justiça manda cidade de MG parar com contratações temporárias e fazer concurso

    A Justiça de Minas Gerais determinou que a prefeitura de Santa Rita do Itueto (MG) deve parar de contratar servidores temporários para funções permanentes e apresentar um plano para substituir esses trabalhadores por servidores efetivos em 180 dias.

    UOL
    20 de agosto de 2026 às 21:00
    Justiça manda cidade de MG parar com contratações temporárias e fazer concurso
    Fachada iluminada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais com letreiro em destaque na frente. Prédio grande com várias janelas e bandeiras em mastros visíveis. — Foto: UOL

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A Justiça de Minas Gerais determinou que a prefeitura de Santa Rita do Itueto (MG) deve parar de contratar servidores temporários para funções permanentes e apresentar um plano para substituir esses trabalhadores por servidores efetivos em 180 dias.

    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais - Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG · Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG
    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais - Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG · Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A decisão é provisória e cabe recurso. Trata-se de uma resposta a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado.

    O promotor de Justiça Rafael da Silva Braga afirma que o MP acompanha a contratação de temporários na prefeitura da cidade desde 2020. Antes de entrar na Justiça, diz, enviou ofícios e fez pedidos de informação aos gestores públicos sobre o tema.

    Segundo o MP, a prefeitura não realiza concurso público há mais de cinco anos, e vinha usando contratos temporários, que deveriam ser usados para situações emergenciais, para preencher cargos permanentes de forma rotineira.

    Imagem da matéria
    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Folha procurou a prefeitura de Santa Rita do Itueto, mas não obteve resposta. A cidade tem uma população de 5.800 pessoas e, segundo dados de 2023 do IBGE, 825 delas estão em postos de trabalhos formais.

    O promotor Braga afirma que o motivo pelo qual não há concursos públicos não é importante, pois há uma regra constitucional para que os cargos sejam preenchidos por servidores concursados, e, na prática, isso não está acontecendo.

    Ele afirmou que nunca recebeu uma resposta juridicamente plausível que justificasse a contratação reiterada de temporários.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na decisão, afirma-se que entre 2018 e 2020 foram contratadas pessoas para trabalhar como técnicas em saúde bucal, técnicas em enfermagem, motoristas, agentes comunitários de saúde e odontólogas. A decisão afirma que se trata de centenas de servidores.

    Os contratos foram sucessivamente renovados até 2026 sem que a prefeitura tenha apresentado justificativa de urgência ou excepcionalidade.

    De acordo com a decisão do juiz Fábio do Espírito Santo, as contratações temporárias sem concurso deveriam ser em caráter excepcional, ou seja, em situações como combate a epidemias, calamidades e substituição de professores.

    O juiz se baseou em um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que afirma que os temporários devem ser contratados quando há necessidade temporária e interesse público excepcional. Fora isso, a contratação não substitui serviços permanentes e esse tipo de vínculo não pode ser usado para atender necessidades contínuas.

    O juiz aplicou uma multa diária de R$ 500, até o limite total de R$ 30 mil. A substituição dos servidores deve ser gradual para não comprometer a continuidade de serviços essenciais como saúde, educação e assistência social.

    Braga afirma que a prefeitura pode recorrer e que há outra ação, que não tem caráter de urgência sobre o mesmo tema, em fase de produção de provas.

    Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/justica-manda-cidade-de-mg-parar-com-contratacoes-temporarias-e-fazer-concurso.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais - Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG · Mirna de Moura/Divulgaçao TJMG — Foto: UOL

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)