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    Justiça federal transforma TH Joias e mais cinco em réus por esquema com o CV no Rio

    OUTRO LADO: Defesa não respondeu aos contatos da reportagem; em declarações anteriores, negou envolvimento do ex-deputado em crimes

    UOL
    11 de setembro de 2026 às 19:00
    Justiça federal transforma TH Joias e mais cinco em réus por esquema com o CV no Rio
    Homem de terno cinza e gravata azul posa em ambiente interno com bandeira do Brasil à esquerda e outra bandeira institucional à direita, fundo de madeira escura. — Foto: UOL

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    O ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias , e mais cinco pessoas tornaram-se réus sob acusação de integrarem um esquema de corrupção, tráfico de drogas e contrabando ligado ao Comando Vermelho , apurado pela Operação Zargun. A decisão foi tomada por unanimidade, com seis votos, pela 1ª Seção do TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) nesta quinta-feira (10), a partir de denúncia do MPF (Ministério Público Federal).

    TH Joias em retrato oficial na Alerj - Divulgação Alerj · Divulgação Alerj
    TH Joias em retrato oficial na Alerj - Divulgação Alerj · Divulgação Alerj — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A decisão também determinou a transferência de TH Joias para uma penitenciária federal.

    Segundo o MPF, o grupo mantinha uma organização estável, com integrantes infiltrados na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ) e em secretarias estaduais, voltada ao comércio ilegal de armas trazidas do Paraguai para comunidades do Rio de Janeiro. A denúncia também atribui ao grupo tráfico de drogas, contrabando de equipamentos anti drone e corrupção de agentes públicos, com ocupação de cargos no serviço público, vazamento de dados policiais e facilitação de vantagens ilícitas.

    Em declarações dadas durante a investigação, o advogado Rafael Faria, que atua na defesa do ex-deputado, negou a participação do réu em vazamentos ou informações a organizações criminosas. Ele não respondeu aos contatos feitos por telefone e mensagem nesta sexta (11).

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Um dos pontos centrais da apuração é a importação clandestina de bloqueadores de sinal de drone, equipamento de uso proibido para pessoas físicas e empresas. De acordo com o MPF, os aparelhos eram usados para sabotar o monitoramento durante operações policiais nas comunidades.

    Além de TH Joias, tornaram-se réus Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel.

    A reportagem tenta localizar a defesa dos outros réus. Até a publicação desta reportagem, o Tribunal de Justiça não havia informado quem são os advogados que respondem por cada um dos acusados.

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    Pelo MPF, TH Joias responde por organização criminosa majorada, tráfico de drogas (3 vezes), contrabando de equipamentos (11 vezes), corrupção ativa (13 vezes) e comércio ilegal de arma de fogo e munições.

    Gabriel é acusado de organização criminosa majorada, tráfico internacional de armas de fogo, comércio ilegal de arma de fogo e munições, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, tráfico de drogas, contrabando de equipamentos e corrupção ativa.

    Dudu responde pelos mesmos crimes que Índio, com exceção da posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e do tráfico internacional de armas de fogo.

    Já o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel são acusados de organização criminosa majorada e corrupção passiva, sete vezes no caso de Carracena e seis vezes no de Stteel. A reportagem tenta contato com a defesa dos réus.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/justica-federal-transforma-th-joias-e-mais-cinco-em-reus-por-esquema-com-o-cv-no-rio.shtml.

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    TH Joias em retrato oficial na Alerj - Divulgação Alerj · Divulgação Alerj — Foto: UOL

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