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    Justiça do RJ decreta falência do grupo Refit, alvo de operações da PF

    Empresas do empresário Ricardo Magro foram recentemente alvo de operações contra fraudes no ramo de combustíveis

    CNN Brasil
    31 de agosto de 2026 às 17:25
    Justiça do RJ decreta falência do grupo Refit, alvo de operações da PF
    Foto: CNN Brasil

    A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (31) a falência de quatro empresas do grupo Refit, incluindo a Refinaria de Petróleos Manguinhos S/A, do empresário Ricardo Magro. As empresas estavam em recuperação judicial e já foram alvo de operações que investigam fraudes no mercado de combustíveis.

    A decisão é do juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 5ª Vara Empresarial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

    Segundo o juiz, as empresas não têm condições de continuar em recuperação judicial devido a graves irregularidades e à falta de viabilidade econômica. Entre os principais motivos estão dívidas tributárias não pagas e a deterioração da situação financeira.

    Refinaria de Manguinhos (RJ), do grupo Refit • Divulgação/Refit · • Divulgação/Refit
    Refinaria de Manguinhos (RJ), do grupo Refit • Divulgação/Refit · • Divulgação/Refit — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "A perpetuação de uma recuperação judicial que não cumpre sua finalidade precípua, que é sanear as finanças da empresa recuperanda, não se justifica", afirmou o juiz.

    De acordo com a decisão, o grupo havia conseguido na Justiça o direito de parcelar dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, no entanto, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) acabou derrubando essa permissão.

    Para o tribunal superior, os débitos tributários do grupo já ultrapassavam R$ 80 milhões e representavam um impacto significativo para as contas públicas estaduais. A Corte também apontou risco de esvaziamento do patrimônio das empresas, já que a União e o Estado de São Paulo haviam realizado bloqueios e outras medidas sobre os mesmos ativos.

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    Mês de setembro: previsões astrológicas apontam fase de organização — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além disso, após a decisão, as empresas não retomaram os pagamentos e ficaram mais de 90 dias sem cumprir o parcelamento. O descumprimento é uma das situações previstas em lei que podem levar à decretação da falência.

    A situação financeira das empresas também se deteriorou rapidamente, segundo a decisã desta segunda.O despacho traz relatos de que a refinaria registrou faturamento bruto de R$ 1,312 bilhão em abril de 2025, mas operava com margem bruta negativa. Em outubro daquele ano, a receita havia caído para R$ 100,3 milhões. No primeiro trimestre de 2026, a receita bruta chegou a zero.

    A decisão também cita investigações que apontaram suspeitas de sonegação fiscal e fraudes para ocultação de patrimônio. Entre as operações citadas estão: "Cadeia de Carbono" e "Carbono Oculto", da Receita Federal, além de interdições da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) por supostas falsidades operacionais.

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    A decisão também menciona a "Operação Sem Refino", da Polícia Federal, autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados ao grupo. Um dos alvos foi o ex-governador Cláudio Castro (PL).

    O decreto de falência atinge quatro empresas:

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/justica-do-rj-decreta-falencia-do-grupo-refit-alvo-de-operacoes-da-pf/.

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    Refinaria de Manguinhos (RJ), do grupo Refit • Divulgação/Refit · • Divulgação/Refit — Foto: CNN Brasil

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