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    Justiça do RJ decreta falência da Refit, alvo de operações sobre fraude em combustíveis

    A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (31) a falência do grupo Refit, do empresário Ricardo Magro, que estava em recuperação judicial e foi alvo de operações contra fraudes no mercado brasileiro de combustíveis.

    UOL
    31 de agosto de 2026 às 17:00
    Justiça do RJ decreta falência da Refit, alvo de operações sobre fraude em combustíveis
    Carro branco estacionado em posto de combustível Refit. Placa laranja com logo e slogan 'Eficiência é a fórmula' visível na parede. Reservatório elevado ao fundo com mesma marca. — Foto: UOL

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    A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (31) a falência do grupo Refit, do empresário Ricardo Magro, que estava em recuperação judicial e foi alvo de operações contra fraudes no mercado brasileiro de combustíveis.

    Logotipo da Refit na entrada da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. - Ricardo Moraes/REUTERS · Ricardo Moraes/REUTERS
    Logotipo da Refit na entrada da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. - Ricardo Moraes/REUTERS · Ricardo Moraes/REUTERS — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A falência foi decretada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 5ª Vara Empresarial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), após pedido do governo do Rio, alegando que a empresa deixou de pagar parcelas de acordo para redução da dívida tributária.

    O processo envolve a Refinaria de Manguinhos, principal ativo do grupo e as empresas Manguinhos Distribuidora, Manguinhos Química e Gasdiesel Distribuidora de Petróleo. O juiz determinou a avaliação dos ativos para venda e pagamento das dívidas.

    Em sua decisão, ele escreveu que não considera justificável "a perpetuação de uma recuperação judicial que não cumpre sua finalidade precípua que é sanear as finanças da empresa recuperanda". A Refit pediu recuperação judicial em 2014.

    Veja fotos de Ricardo Magro, dono da Refit
    Veja fotos de Ricardo Magro, dono da Refit — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Refit é apontada como uma das maiores devedoras contumazes do país, tendo passado anos sem recolher impostos pelas vendas de combustíveis. Apenas com o governo do Rio, a dívida passa de R$ 25 bilhões.

    Havia um acordo para parcelamento de débitos antigos, permitido por lei patrocinada pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), mas a empresa deixou de cumprir. O juiz destacou que a Refit também não comprovou pagamentos de impostos por vendas feitas após o acordo.

    "O descumprimento reiterado do parcelamento imposto ao Estado, em acréscimo ao não pagamento regular das dívidas tributárias originadas posteriormente, caracteriza situação sujeita à falência", escreveu ele.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em 2025, a Refit foi alvo de operações da Receita Federal e da ANP em investigações sobre fraude tributária e irregularidades operacionais.

    A refinaria já está proibida de operar desde o início do ano, quando a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) determinou a interdição total da instalação. Em agosto, a agência revogou a autorização da empresa para atuar no setor.

    Este ano, a Polícia Federal mirou o ex-governador Cláudio Castro em duas operações envolvendo suspeitas de favorecimento ao grupo controlado por Ricardo Magro. Nas duas ocasiões, ele negou ter cometido irregularidades.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    As investigações da Polícia Federal que deram origem à primeira operação contra o ex-governador, chamada Operação Sem Refino, apontam que o grupo Refit influenciava decisões da Secretaria de Fazenda do estado do Rio de Janeiro em benefício de suas operações.

    Na semana seguinte, o governo interino do Rio de Janeiro afastou servidores citados na operação e afirmou que iniciaria uma apuração sobre as relações entre a Receita estadual e a empresa.

    O processo de falência será coordenado pelo atual administrador judicial da companhia, o escritório Preservar Administração Judicial.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/justica-do-rj-decreta-falencia-da-refit-alvo-de-operacoes-sobre-fraude-em-combustiveis.shtml.

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    Logotipo da Refit na entrada da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. - Ricardo Moraes/REUTERS · Ricardo Moraes/REUTERS — Foto: UOL

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