Justiça do Rio derruba última ordem de prisão contra o rapper Oruam
O rapper Oruam não tem mais nenhuma ordem de prisão pendente contra ele. Nesta quarta-feira (23), a 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ) concedeu, por unanimidade, habeas corpus ao artista no processo que apura suposta lavagem de dinheiro para a facção Comando Vermelho . Leia mais (09/23/2026 - 18h34)

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O rapper Oruam não tem mais nenhuma ordem de prisão pendente contra ele. Nesta quarta-feira (23), a 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ) concedeu, por unanimidade, habeas corpus ao artista no processo que apura suposta lavagem de dinheiro para a facção Comando Vermelho .

O mandado derrubado pelos desembargadores era o último ainda em vigor contra Mauro Davi dos Santos Nepomuceno , nome de registro do cantor. Ele era considerado foragido desde fevereiro após descumprir as regras do monitoramento eletrônico, ocasião em que teve a ordem de prisão restabelecida por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Em nota, a defesa afirmou que o rapper e o advogado sempre acreditaram que a Justiça restabeleceria a liberdade dele. O passo seguinte, segundo a defesa, é encerrar o processo. "O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial", disse o advogado Thiago Lemos.
Em agosto, Oruam já havia conseguido decisão favorável em outra ação, na qual ele e mais três pessoas eram acusados de tentar matar dois policiais civis . Um dos agentes é o delegado Moyses Santana, titular da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

De acordo com a acusação, o rapper teria arremessado uma pedra de 4,85 kg contra os policiais quando ele e amigos tentaram impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de ligação com o tráfico de drogas.
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, concluiu que não havia provas suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio nem para atribuir a Oruam o arremesso da pedra. Para a magistrada, também não ficou demonstrado que o artista assumiu o risco de matar os dois policiais.
Com a desclassificação do crime, o caso deixa a esfera do júri e segue para uma vara criminal comum. Nesse processo, Oruam ainda responde por ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.
O artista havia passado a usar tornozeleira eletrônica ao deixar a prisão , em 30 de setembro do ano passado. Desde então, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o equipamento registrou 66 violações, todas atribuídas à falta de carregamento da bateria. Mesmo foragido, o rapper lançou músicas e fazia lives.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/justica-do-rio-derruba-ultima-ordem-de-prisao-contra-o-rapper-oruam.shtml.

Foto: Folha de S.Paulo
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