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    Justiça do Paraná anula júri que condenou homem por mandar matar casal após festa que comemorava aniversário de Hitler

    Bernardo Pedroso e Renata Ferreira Reprodução/RPC O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) anulou, nesta quinta-feira (1º), a condenação de Ricardo Ferreira Barollo e determinou que ele seja submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Com isso, ele deverá ser colocado em liberdade. Em maio de 2025, Ricardo Barollo foi condenado a 48 anos e 9 meses de prisão por mandar matar, em 2009, o casal Bernardo Pedroso e Renata Waechter Ferreira, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), as mortes foram motivadas pe

    G1
    1 de outubro de 2026 às 21:58
    Justiça do Paraná anula júri que condenou homem por mandar matar casal após festa que comemorava aniversário de Hitler
    Foto: G1

    Bernardo Pedroso e Renata Ferreira — Foto: Reprodução/RPC

    O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) anulou, nesta quinta-feira (1º), a condenação de Ricardo Ferreira Barollo e determinou que ele seja submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Com isso, ele deverá ser colocado em liberdade.

    Em maio de 2025, Ricardo Barollo foi condenado a 48 anos e 9 meses de prisão por mandar matar, em 2009, o casal Bernardo Pedroso e Renata Waechter Ferreira, em Quatro Barras , Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

    Dois são condenados por matar casal em festa neonazista
    Dois são condenados por matar casal em festa neonazista — Foto: G1 · Fonte: G1

    De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), as mortes foram motivadas pela disputa do comando de um grupo neonazista que simpatizava com os ideais de Adolf Hitler, ditador que liderou o genocídio de seis milhões de judeus durante o Holocausto, entre 1941 e 1945.

    À época, Bernardo tinha 24 anos, e Renata, 21. O crime, conforme a investigação, foi após uma festa que tinha como tema os 120 anos de nascimento de Hitler. Relembre o crime abaixo.

    Após a condenação, a defesa de Barollo recorreu, alegando que parte das provas usadas contra ele consistia em depoimentos de réus e testemunhas que foram prestados em outro processo. Segundo os advogados de defesa, eles não participaram da produção dessas provas, nem tiveram a chance de contestar diretamente as declarações.

    Essas provas foram exibidas aos jurados em vídeo durante o julgamento, que não contou com novos depoimentos das testemunhas.

    A decisão do TJ ressalta ainda que a defesa de Barollo contestou o uso das gravações como prova, apontou isso durante o julgamento e pediu que os corréus fossem ouvidos diretamente pelos jurados, o que foi negado. Com isso, o órgão concluiu que não houve "nulidade de algibeira" – quando a parte deixa de reclamar de um problema processual para alegá-lo apenas após ser derrotada –, porque a defesa questionou o tema em todos os momentos possíveis.

    Barollo deverá ser julgado novamente, perante outro Conselho de Sentença.

    Em nota, o advogado Adriano Bretas, responsável pela defesa de Barollo, informou que "decisão representa o reconhecimento de uma ilegalidade que a defesa vinha apontando desde antes do julgamento".

    "O próximo passo será a realização de um novo júri, agora com plena observância das garantias processuais, oportunidade em que a defesa demonstrará novamente a realidade e a necessidade de absolvição de Ricardo", diz a nota, que pode ser lida na íntegra a seguir.

    José Carlos Portella Junior, advogado que representa a família da vítima Renata Waechter Ferreira, informou que espera "que Barollo seja condenado novamente e que retorne para a cadeia o mais breve possível".

    O g1 procurou o Ministério Público e, até a última atualização desta reportagem, aguardava retorno.

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    Outros já tinham sido condenados pelo crime

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/10/01/tjpr-anula-juri-que-condenou-homem-por-mandar-matar-casal-apos-festa-que-comemorava-aniversario-de-hitler.ghtml.

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    Dois são condenados por matar casal em festa neonazista — Foto: G1

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