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    Justiça decreta falência da Oi

    A operadora de telefonia Oi teve sua falência decretada por decisão da Primeira Câmara de Direito Privado, em julgamento realizado na tarde desta terça-feira (25). Leia mais (08/25/2026 - 14h33)

    Folha de S.Paulo
    25 de agosto de 2026 às 17:33
    Justiça decreta falência da Oi
    Fachada cinza com detalhes azuis da loja Oi em área urbana. Três pessoas estão próximas à entrada e um homem caminha na calçada em frente. Sinalização amarela e branca da Oi aparece na parede. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A operadora de telefonia Oi teve sua falência decretada por decisão da Primeira Câmara de Direito Privado, em julgamento realizado na tarde desta terça-feira (25).

    Prédio da Oi no Rio de Janeiro - Sergio Moraes/Reuters · Sergio Moraes/Reuters
    Prédio da Oi no Rio de Janeiro - Sergio Moraes/Reuters · Sergio Moraes/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A empresa tinha tido a falência decretada em novembro do ano passado , mas a decisão foi suspensa pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), após bancos terem entrado com recurso.

    O pedido de vista ocorreu depois de a desembargadora Mônica Di Piero votar a favor da falência, ou seja, contra o agravo de instrumento que havia levado a empresa de volta à recuperação judicial em novembro de 2025 — ocasião em que Bradesco e Itaú apresentaram recursos .

    As defesas dos bancos argumentaram que a administração da empresa não teria cumprido o plano previsto pela recuperação judicial e que a quebra seria precipitada.

    Relembre o cotidiano da telefonia brasileira no passado
    Relembre o cotidiano da telefonia brasileira no passado — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os bancos recorreram de uma decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que já havia decretado a falência do grupo, mas com continuação provisória das atividades da empresa de telecomunicações.

    A interrupção do julgamento em junho ocorreu poucos dias após a Justiça suspender temporariamente a venda da participação da Oi na unidade de fibra óptica V.tal para fundos do BTG Pactual e parceiros, negócio avaliado em R$ 4,5 bilhões.

    A V.tal é considerada o principal ativo remanescente da reestruturação da Oi.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A crise que levou a Oi à falência teve origem ainda nos anos 2000, em meio à política dos "campeões nacionais" dos primeiros governos petistas, cujo objetivo era transformar a companhia em uma líder do setor de telecomunicações.

    Em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou a Lei Geral de Telecomunicações, por decreto, para permitir que a Oi comprasse a Brasil Telecom —uma operação proibida pelas regras então vigentes, que impediam um mesmo controlador de deter duas concessionárias de telefonia fixa.

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    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Com o aval do governo, a Oi se expandiu por quase todo o país, exceto São Paulo, mas a fusão já carregava problemas financeiros: uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão surgiu durante o processo.

    A situação piorou com a entrada da Portugal Telecom em 2010, que adquiriu 23% do capital da Oi e, em 2014, promoveu a fusão das duas companhias.

    Dessa união surgiu outra dívida bilionária, além de questionamentos sobre a avaliação dos ativos portugueses, acusados de sobrepreço e acompanhados de passivos de curto prazo.

    Essas decisões acabaram empurrando a Oi para uma espiral de endividamento que culminou na recuperação judicial.

    Desde a primeira recuperação judicial, em 2016, a Oi vinha vendendo ativos e fatiando operações. A unidade de fibra óptica foi transformada na V.tal, hoje controlada pelo BTG Pactual; a marca Oi Fibra passou a se chamar Nio.

    A operação de TV por assinatura foi vendida à Mileto Tecnologia. A operadora mantém ainda a divisão Oi Soluções, voltada ao setor corporativo e governamental, com serviços de nuvem, segurança digital e internet das coisas. Mesmo assim, a empresa não conseguiu retomar fôlego financeiro.

    Em 2024, a Oi deixou de operar como concessionária de telefonia fixa, perdendo a obrigação de oferecer planos públicos e passando a atuar apenas em regiões onde é a única prestadora privada, sob acordo válido até 2028.

    Procurada, a Oi ainda não se manifestou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/justica-decreta-falencia-da-oi.shtml.

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