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    Justiça de SP determina penhora da Inepar a pedido de escritório de advocacia

    Em decisão do último dia 2 de outubro, a 11ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo determinou a penhora de R$ 312.222,74 do grupo Inepar, a pedido do escritório de advocacia BMBZ (Bergamaschi & Bozzo), credor de honorários a serem pagos pela empresa. A penhora afeta processo que tramita na Justiça do Distrito Federal e se refere a uma dívida que, segundo os advogados, está em R$ 3 milhões.

    UOL
    8 de outubro de 2026 às 14:00
    Justiça de SP determina penhora da Inepar a pedido de escritório de advocacia
    Grupo de 15 pessoas em pé diante de equipamento industrial metálico grande, com estrutura amarela ao redor, em área externa da fábrica Inepar. Fachada da fábrica com logo da Inepar visível ao fundo sob céu parcialmente nublado. — Foto: UOL

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Imagem de operação do grupo Inepar, com sede no Paraná
    Imagem de operação do grupo Inepar, com sede no Paraná — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Em decisão do último dia 2 de outubro, a 11ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo determinou a penhora de R$ 312.222,74 do grupo Inepar, a pedido do escritório de advocacia BMBZ (Bergamaschi & Bozzo), credor de honorários a serem pagos pela empresa. A penhora afeta processo que tramita na Justiça do Distrito Federal e se refere a uma dívida que, segundo os advogados, está em R$ 3 milhões.

    A BMBZ prestou serviços jurídicos à Inepar e afirma no processo que o grupo reconheceu a dúvida. Em outra ação, pede o pagamento de mais R$ 2,67 milhões. A decisão deste mês tem como executadas a Inepar e outras sete empresas do grupo, todas em recuperação judicial .

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Inepar é um conglomerado de origem paranaense com atuação em energia, infraestrutura, construção naval e telecomunicações. O grupo entrou em recuperação judicial em 2014 e a BMBZ diz que o processo foi usado como escudo contra credores.

    Na ação, o escritório rejeitou a oferta de quotas do FIDC Taranis como pagamento. O Taranis é um fundo criado em 2019, na recuperação judicial, que reúne créditos do grupo avaliados em cerca de R$ 600 milhões. A Inepar é sua única cotista. As quotas só poderiam ser resgatadas pelo escritório em 2050, e os advogados afirmam que o fundo vem sendo esvaziado e, quando chegar o prazo de resgate, não haverá mais nada. Como alternativa, pediram ordem para que as empresas e a administradora do FIDC, a Oliveira Trust, depositassem o valor, com multa diária de R$ 50 mil.

    A BMBZ sustenta que o fundo não tem personalidade autônoma e que seus recursos pertencem à própria Inepar. Argumenta nos autos que o grupo obteve R$ 34 milhões em fevereiro de 2026 e vendeu o Estaleiro Inhaúma por cerca de R$ 359,7 milhões em 2025, sem prestar contas.

    A coluna entrou em contato com a Inepar por email. Nesta terça-feira (6), Manacesar Lopes, diretor de relações com investidores, respondeu que o assunto já tinha sido tratado com o Painel S.A em contato realizado em 10 de agosto. Ele se refere à nota "Inepar contesta assembleia de acionistas e destituição de empresa que pertence a ex-diretor", publicada no dia seguinte. Mas o tema da nota era questionamentos sobre assembleia de cotistas do fundo, não sobre processo da BMBZ.

    "Caso a condução das matérias permaneça ocorrendo de forma distorcida ou com a veiculação de inverdades que causem prejuízos à reputação e à imagem da Companhia, a Inepar adotará incontinentemente todas as medidas judiciais necessárias, cíveis e criminais para a devida reparação dos danos causados", escreveu Lopes.

    Após explicação de que não se tratava do mesmo tema e um novo pedido de posicionamento da Inepar feito pela coluna, ele não respondeu.

    Em depoimento à polícia, o sócio da BMBZ afirmou que a recuperação judicial foi encerrada por sentença em 2022, mas que o grupo ainda a invoca para barrar penhoras. Também afirma que o bloqueio online das contas do grupo encontrou cerca de R$ 8 mil. Em paralelo, a Polícia Civil abriu, em 6 de julho, um inquérito para apurar fraude à execução, fraude processual, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro contra a Inepar. O caso envolve a venda de 37,812% da Companhia Brasileira de Diques, por R$ 15 milhões, a uma pessoa física sem relação anterior com a empresa ou com o segmento econômico.

    A BMBZ afirma que a Inepar comunicou o negócio à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) horas após ter sido avisada da penhora. O assunto está em fase de investigações.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/justica-de-sp-determina-penhora-da-inepar-a-pedido-de-escritorio-de-advocacia.shtml.

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    Imagem de operação do grupo Inepar, com sede no Paraná — Foto: UOL

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