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    Justiça da Bahia vai abrir processo contra juiz acusado de racismo religioso

    O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) julga nesta sexta-feira (28) o caso de um juiz acusado de racismo religioso. O tribunal vai converter a sindicância aberta em Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Leia mais (08/27/2026 - 17h36)

    Folha de S.Paulo
    27 de agosto de 2026 às 20:36
    Justiça da Bahia vai abrir processo contra juiz acusado de racismo religioso
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    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    Foto de Solange Borges, escritora e makota do Candomblé, que foi retirada de exposição após decisão do juiz Cesar Augusto Borges de Andrade - Divulgação/Idafro · Divulgação/Idafro
    Foto de Solange Borges, escritora e makota do Candomblé, que foi retirada de exposição após decisão do juiz Cesar Augusto Borges de Andrade - Divulgação/Idafro · Divulgação/Idafro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) julga nesta sexta-feira (28) o caso de um juiz acusado de racismo religioso. O tribunal vai converter a sindicância aberta em Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

    A expectativa é que, após a decisão, o magistrado seja afastado temporariamente do cargo até que o PAD seja concluído.

    A clínica não é suficiente para lidar com o racismo, diz psicóloga
    A clínica não é suficiente para lidar com o racismo, diz psicóloga — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O caso é de março deste ano, quando o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari, determinou a retirada de uma fotografia ligada ao candomblé de uma exposição instalada no Fórum de Camaçari.

    A imagem retratava a chefe de cozinha Solange Borges, que desempenha o papel de Makota no Candomblé. Solange vestia trajes da religião de matriz africana.

    Na época, o juiz pediu que o fórum retirasse o quadro sob o argumento de "incompatibilidade com a laicidade estatal". Outra foto, no entanto, em que uma mulher aparecia segurando uma imagem de Santo Antônio, foi mantida na exposição.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A apuração contra o magistrado deriva de um pedido feito pelo Idafro (Instituto de Defesa dos Direitos da Religões Afrobrasileiras) ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

    A entidade classificou a conduta do juiz como "discriminatória, preconceituosa, intolerante, degradante e vexatória".

    Agora, o PAD vai apurar se houve racismo religioso institucional, quebra dos deveres de imparcialidade, desrespeito ao dever da igualdade e conduta incompatível com o cargo.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre as punições previstas estão advertência, suspensão e até a perda do cargo público . Se a pena mais grave for aplicada, será o primeiro caso de juiz punido pela prática de racismo.

    Em manifestação à corregedoria do TJ da Bahia, o juiz afirmou que não determinou a retirada da fotografia da líder religiosa exposta no fórum.

    Segundo ele, o ofício encaminhado ao órgão corregedor pedia a análise da legalidade da exposição, por entender que a ocupação do espaço público deveria observar os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade. A retirada da imagem, afirmou, foi uma decisão administrativa do então diretor do fórum.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/justica-da-bahia-vai-abrir-processo-contra-juiz-acusado-de-racismo-religioso.shtml.

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