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    Justiça condena homens por estupro coletivo de adolescente em Copacabana

    A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Um quinto envolvido, adolescente, teve a internação determinada pela Justiça em abril. Leia mais (10/14/2026 - 13h05)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 16:05
    Justiça condena homens por estupro coletivo de adolescente em Copacabana
    Homem com boné e camiseta preta é colocado na parte traseira de uma viatura policial preta por agente com crachá e camiseta preta. Dois homens observam a cena em rua com prédios residenciais ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Um quinto envolvido, adolescente, teve a internação determinada pela Justiça em abril.

    Matheus Veríssimo Zoel Martins, um dos acusados do estupro coletivo, é levado à prisão pela polícia - Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress · Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress
    Matheus Veríssimo Zoel Martins, um dos acusados do estupro coletivo, é levado à prisão pela polícia - Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress · Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin foram condenados a 15 anos de prisão em regime fechado e pagamento de indenização de 40 salários mínimos, por danos morais causados à vítima.

    Eles foram absolvidos da acusação de cárcere privado.

    A decisão foi determinada pelo juiz João Zacharias de Sá, da 1ª Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, na última semana. A sentença foi publicada no último dia 13.

    Alunos do colégio Pedro 2º protestam no RJ contra assédio e violência sexual
    Alunos do colégio Pedro 2º protestam no RJ contra assédio e violência sexual — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O advogado Ângelo Máximo, que defende Vitor Hugo Oliveira Simonin, reclamou, em nota, de vazamentos da decisão do juiz e de gravações em vídeo do interrogatório e afirmou que não vai se manifestar. O processo está sob segredo de Justiça.

    Os advogados de João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram procurados por meio de telefonemas ao escritório e mensagens na manhã desta quarta (14), mas não responderam até a publicação deste texto. A reportagem busca o contato da defesa de Mattheus Verissimo Zoel Martins.

    O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, zona sul do Rio. O imóvel pertence à família de um dos envolvidos, mas não estava ocupado.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo relato da vítima, ela foi convidada pelo ex-namorado, também adolescente, para ir a um apartamento. A jovem foi ao local e, enquanto tinha uma relação consensual com o ex, os outros homens entraram no quarto.

    A vítima afirmou ter sido impedida de sair e forçada a praticar sexo oral com todos os envolvidos. A adolescente relatou também ter sido agredida com socos e tapas enquanto os jovens se revezavam no ato. Além disso, o ex-namorado teria desferido chute na região abdominal da vítima.

    De acordo com a vítima, um dos jovens pediu que ela levasse uma "amiga boa igual" na próxima vez. Seu ex-namorado a orientou a não ficar sem roupas na frente da mãe, porque ela estava sangrando. Ao sair do apartamento, a jovem buscou ajuda da família, que a levou à delegacia. Ela foi encaminhada ao hospital para realizar exames a fim de verificar uma possível fratura de costela decorrente das agressões.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A versão da vítima foi corroborada em relatório da polícia e denúncia da Promotoria.

    Dois dos acusados, assim como a vítima, eram estudantes do colégio Pedro 2º, tradicional escola federal do Rio de Janeiro. Os investigados pelas agressões foram expulsos da escola.

    Durante o processo, a defesa de Vitor Hugo pediu a inépcia da denúncia por supostamente não individualizar quais foram as condutas criminosas do acusado. A Justiça, contudo, confirmou o entendimento do Ministério Público de que ele foi responsável por desferir socos, tapas e puxões de cabelo, além de conter os movimentos da vítima.

    Os advogados dos acusados também reclamaram de supostos vazamentos de vídeos sigilosos da audiência.

    As defesas de Bruno e Matheus questionaram a credibilidade do depoimento da adolescente sob argumento de suposto diagnóstico de transtorno bipolar. A defesa de Bruno chegou a pedir avaliação psicológica. A médica que a examinou no IML (Instituto Médico Legal), no entanto, confirmou plena lucidez e orientação da vítima na ocasião e depois. A avaliação foi negada.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/justica-condena-homens-por-estupro-coletivo-de-adolescente-em-copacabana.shtml.

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    Matheus Veríssimo Zoel Martins, um dos acusados do estupro coletivo, é levado à prisão pela polícia - Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress · Eduardo Anizelli - 03.mar.2026/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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