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    Justiça condena homem a 37 anos de prisão por tentar matar ex a facadas no litoral de SP

    Vítima de tentativa de feminicídio em Santos (SP) ficou com cicatrizes Arquivo Pessoal Lucas Lopes da Silva, de 31 anos, foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Santos, no litoral de São Paulo. A mulher foi esfaqueada mais de 20 vezes dentro de casa, em março de 2025. O julgamento ocorreu na quarta-feira (26), no Tribunal do Júri de Santos. A sessão começou por volta das 9h30 e terminou às 15h30. O Conselho de Sentença foi formado por seis homens e uma mulher. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O cri

    G1
    28 de agosto de 2026 às 13:01
    Justiça condena homem a 37 anos de prisão por tentar matar ex a facadas no litoral de SP
    Foto: G1

    Vítima de tentativa de feminicídio em Santos (SP) ficou com cicatrizes — Foto: Arquivo Pessoal

    Lucas Lopes da Silva, de 31 anos, foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira em Santos , no litoral de São Paulo. A mulher foi esfaqueada mais de 20 vezes dentro de casa, em março de 2025.

    O julgamento ocorreu na quarta-feira (26), no Tribunal do Júri de Santos. A sessão começou por volta das 9h30 e terminou às 15h30. O Conselho de Sentença foi formado por seis homens e uma mulher.

    O que é feminicídio?
    O que é feminicídio? — Foto: G1 · Fonte: G1

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    O crime aconteceu na madrugada de 2 de março de 2025, no bairro Embaré. A vítima, que tinha 29 anos na época, foi atingida por mais de 20 golpes de faca. O filho dela, então com 4 anos, presenciou o ataque.

    De acordo com a advogada Tatiana La Scala Lambauer, assistente da acusação, as consequências do crime para a vítima foram consideradas na definição da pena. Além das marcas provocadas pelos golpes, a mulher ficou com sequelas pulmonares e enfrentou abalos emocionais.

    Segundo Tatiana, a juíza Thais Caroline Brecht Esteves, da Vara do Júri de Santos, também levou em consideração o fato de o filho da vítima ter presenciado o ataque.

    A vítima ficou nove dias internada após o ataque, parte desse período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Meses depois, ela contou ao g1 que ainda sofria com crises de ansiedade, dores musculares e dificuldades para respirar e falar.

    Durante o processo, a defesa de Lucas sustentou que ele não teve intenção de matar a ex-companheira e alegou legítima defesa.

    Antes do julgamento, o advogado Giuliano Luiz Teixeira Gaino afirmou que a mulher teria atacado Lucas primeiro com uma faca e que ele a teria desarmado.

    A defesa também argumentou que o fato de Lucas ter acionado a Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após o ataque demonstraria que ele não tinha intenção de matar a ex-companheira.

    Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Lucas não aceitava o fim do relacionamento.

    A vítima relatou ao g1 na época, que havia terminado a relação porque o ex-companheiro apresentava comportamento ciumento e obsessivo. Por medo, ela afirmou que aceitou manter uma amizade com ele.

    Na noite do crime, Lucas estava na residência porque havia se oferecido para cuidar do filho da vítima. Segundo o relato dela, os dois discutiram depois que o homem mexeu em um celular antigo e viu que ela trabalhava em um setor majoritariamente masculino.

    Durante a discussão, Lucas esfaqueou a ex-companheira. Após a agressão, o homem acionou a PM e o Samu e permaneceu no local aguardando a chegada das equipes. Ele foi preso 16 dias após o crime.

    Na época, a Justiça decidiu que ele deveria ser submetido ao Tribunal do Júri por tentativa de feminicídio. A decisão considerou o boletim de ocorrência, os depoimentos e os laudos periciais do local e das lesões sofridas pela vítima.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/08/28/justica-condena-homem-a-37-anos-de-prisao-por-tentar-matar-ex-a-facadas-no-litoral-de-sp.ghtml.

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    O que é feminicídio? — Foto: G1

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