Política

    Justiça bloqueia provisoriamente bens de donos da Marabraz

    Disputa entre a família Fares se dá em meio ao pedido de recuperação judicial da empresa de móveis

    Poder360
    27 de agosto de 2026 às 08:25
    Justiça bloqueia provisoriamente bens de donos da Marabraz
    Foto: Poder360

    Disputa entre a família Fares se dá em meio ao pedido de recuperação judicial da empresa de móveis

    O desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, que preside a Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu bloquear provisoriamente as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens. A empresa reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz.

    Na decisão, obtida pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo , o desembargador admitiu o recurso especial apresentado pelos irmãos Nasser e Jamel Fares para que o Superior Tribunal de Justiça analise o caso. Eles são filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares, e atuais controladores da varejista.

    Segundo o jornal, o recurso questiona uma operação de transferência das quotas da LP Administradora para os netos do fundador, Abdul e Nader Fares.

    A defesa de Abdul disse à Folha que não há risco atual que justifique as medidas. Declarou que o patrimônio da LP não pode ser tratado como se pertencesse à Marabraz e que não há demonstração de risco concreto de esvaziamento dos ativos.

    Mesmo assim, o efeito suspensivo foi concedido em parte pelo tribunal paulista. O desembargador restabeleceu a indisponibilidade das quotas e dos imóveis, mas rejeitou o pedido relacionado à intervenção judicial da empresa.

    A disputa familiar pelo controle da LP Administradora se dá em meio ao pedido de recuperação judicial da rede de móveis e eletrodomésticos, protocolado em 15 de agosto. O pedido envolve um passivo de R$ 140,188 milhões e reúne 5 empresas ligadas à operação da rede.

    A Marabraz afirma que enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas que sua atividade comercial continua viável. Segundo a companhia, o processo busca reorganizar as dívidas e assegurar a continuidade dos negócios. As lojas permanecem abertas.

    Em nota ao Poder360 , a Marabraz confirmou o pedido de recuperação judicial e afirmou que continuará em operação.

    “Há mais de 5 décadas, a rede de lojas Marabraz vem construindo sua trajetória no varejo brasileiro pautada por valores inegociáveis: o respeito e a dedicação aos clientes, fornecedores e funcionários.

    “Diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista e com o objetivo de preservar a continuidade de suas atividades, a Marabraz ajuizou pedido de recuperação judicial. A medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios.

    “A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas estabelecidas na legislação. O processo terá como prioridades a preservação de empregos e a manutenção das relações construídas ao longo de sua história com clientes, fornecedores e parceiros.

    “A Marabraz está empenhada em atravessar este período com responsabilidade, preservar sua operação e se fortalecer para um novo ciclo de crescimento, reforçando o valor de sua marca para honrar o legado construído com ética, respeito e confiança.”

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/justica-bloqueia-provisoriamente-bens-de-donos-da-marabraz/.

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)