Justiça bloqueia bens de donos da Marabraz em disputa familiar
A Justiça de São Paulo voltou a bloquear, de forma provisória, as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens, empresa que reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz . Leia mais (08/26/2026 - 23h00)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Mônica Bergamo

A Justiça de São Paulo voltou a bloquear, de forma provisória, as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens, empresa que reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz .
A decisão é do desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, que preside a Seção de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), e foi proferida na terça-feira (25). Ele também admitiu o recurso especial apresentado por Nasser e Jamel Fares para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analise o caso.
Os dois são filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares, e atuais controladores da varejista. Eles estão no centro de uma disputa com a terceira geração da família, formada por seus próprios filhos e sobrinhos, pelo controle da LP Administradora.

O recurso questiona uma operação de transferência das quotas da LP Administradora para os netos do fundador.
Em primeira instância, a Justiça havia considerado que a operação era simulada, por entender que as quotas teriam sido transferidas sem pagamento efetivo. O TJ-SP, porém, reformou essa decisão em setembro de 2025, entendendo que não havia provas da fraude.
Nasser e Jamel recorreram ao STJ e pediram o bloqueio das quotas e de todos os imóveis da LP enquanto o caso não for julgado pela Corte.

Solicitaram também o afastamento dos primos Abdul e Nader Fares da administração da empresa e a nomeação de um administrador judicial. Alegaram, entre outras coisas, que a transferência de participação aos filhos foi uma tentativa frustrada de blindar o patrimônio familiar contra os credores da Marabraz.
A defesa de Abdul contestou o pedido do pai e do tio e afirmou que não há risco atual que justifique as medidas.
Citou uma análise da BDO Auditores Independentes, segundo a qual a empresa reduziu o endividamento em R$ 115 milhões em 2024, quitou mais de R$ 70 milhões em empréstimos bancários e teve crescimento de mais de 123% nas receitas de locação entre 2019 e 2024.
Sustentou também que o patrimônio da LP não pode ser tratado como se pertencesse à varejista e que não há demonstração de risco concreto de esvaziamento dos ativos.
Mesmo assim, o efeito suspensivo foi concedido em parte pelo tribunal paulista.
O desembargador Mac Cracken restabeleceu a indisponibilidade das quotas e dos imóveis, mas rejeitou o pedido relacionado à intervenção judicial da empresa.
A disputa ocorre em paralelo à crise financeira da Marabraz. A varejista entrou com pedido de recuperação judicial neste mês para renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas . A empresa atribuiu as dificuldades a juros elevados, endividamento, redução do consumo e conflitos societários e familiares que teriam prejudicado o acesso a crédito.
A decisão de agora mantém indisponível um patrimônio que reúne centenas de imóveis da família Fares.
Em processos relacionados à disputa, integrantes da família também fizeram acusações sobre retiradas milionárias e gastos pessoais atribuídos a membros da terceira geração. Entre os episódios citados está a compra de um anel avaliado em cerca de R$ 6 milhões, dado por Abdul Fares à sua noiva, a atriz Marina Ruy Barbosa.
Nasser e Jamel são Nasser e Jamel são representados no processo pelos escritórios Wald, Panella e Salomão Advogados. Já os filhos são representados por Bermudes, TWK, Furtado Coelho, CH Law, Lefosse e Reis e Souza.no processo pelos escritórios Wald, Panella e Salomão Advogados.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo , Elio Gaspari , Djamila Ribeiro , Tati Bernardi , Dora Kramer , Ruy Castro , Muniz Sodré , Txai Suruí , José Simão , Thiago Amparo , Antonio Prata e muito mais.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/08/justica-bloqueia-bens-de-donos-da-marabraz-em-disputa-familiar.shtml.

Interior de unidade da rede Lojas Marabraz - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

