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    Justiça bloqueia bens de donos da Marabraz em disputa familiar

    A Justiça de São Paulo voltou a bloquear, de forma provisória, as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens, empresa que reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz . Leia mais (08/26/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    27 de agosto de 2026 às 02:00
    Justiça bloqueia bens de donos da Marabraz em disputa familiar
    Loja ampla com corredores organizados exibindo sofás, mesas, cadeiras, computadores e eletrodomésticos. Balões azuis pendem do teto ao longo do espaço iluminado por luzes embutidas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Interior de unidade da rede Lojas Marabraz - Divulgação · Divulgação
    Interior de unidade da rede Lojas Marabraz - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Justiça de São Paulo voltou a bloquear, de forma provisória, as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens, empresa que reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz .

    A decisão é do desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, que preside a Seção de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), e foi proferida na terça-feira (25). Ele também admitiu o recurso especial apresentado por Nasser e Jamel Fares para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analise o caso.

    Os dois são filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares, e atuais controladores da varejista. Eles estão no centro de uma disputa com a terceira geração da família, formada por seus próprios filhos e sobrinhos, pelo controle da LP Administradora.

    Os primos Abdul e Nader Fares
    Os primos Abdul e Nader Fares — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O recurso questiona uma operação de transferência das quotas da LP Administradora para os netos do fundador.

    Em primeira instância, a Justiça havia considerado que a operação era simulada, por entender que as quotas teriam sido transferidas sem pagamento efetivo. O TJ-SP, porém, reformou essa decisão em setembro de 2025, entendendo que não havia provas da fraude.

    Nasser e Jamel recorreram ao STJ e pediram o bloqueio das quotas e de todos os imóveis da LP enquanto o caso não for julgado pela Corte.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Solicitaram também o afastamento dos primos Abdul e Nader Fares da administração da empresa e a nomeação de um administrador judicial. Alegaram, entre outras coisas, que a transferência de participação aos filhos foi uma tentativa frustrada de blindar o patrimônio familiar contra os credores da Marabraz.

    A defesa de Abdul contestou o pedido do pai e do tio e afirmou que não há risco atual que justifique as medidas.

    Citou uma análise da BDO Auditores Independentes, segundo a qual a empresa reduziu o endividamento em R$ 115 milhões em 2024, quitou mais de R$ 70 milhões em empréstimos bancários e teve crescimento de mais de 123% nas receitas de locação entre 2019 e 2024.

    Sustentou também que o patrimônio da LP não pode ser tratado como se pertencesse à varejista e que não há demonstração de risco concreto de esvaziamento dos ativos.

    Mesmo assim, o efeito suspensivo foi concedido em parte pelo tribunal paulista.

    O desembargador Mac Cracken restabeleceu a indisponibilidade das quotas e dos imóveis, mas rejeitou o pedido relacionado à intervenção judicial da empresa.

    A disputa ocorre em paralelo à crise financeira da Marabraz. A varejista entrou com pedido de recuperação judicial neste mês para renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas . A empresa atribuiu as dificuldades a juros elevados, endividamento, redução do consumo e conflitos societários e familiares que teriam prejudicado o acesso a crédito.

    A decisão de agora mantém indisponível um patrimônio que reúne centenas de imóveis da família Fares.

    Em processos relacionados à disputa, integrantes da família também fizeram acusações sobre retiradas milionárias e gastos pessoais atribuídos a membros da terceira geração. Entre os episódios citados está a compra de um anel avaliado em cerca de R$ 6 milhões, dado por Abdul Fares à sua noiva, a atriz Marina Ruy Barbosa.

    Nasser e Jamel são Nasser e Jamel são representados no processo pelos escritórios Wald, Panella e Salomão Advogados. Já os filhos são representados por Bermudes, TWK, Furtado Coelho, CH Law, Lefosse e Reis e Souza.no processo pelos escritórios Wald, Panella e Salomão Advogados.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/08/justica-bloqueia-bens-de-donos-da-marabraz-em-disputa-familiar.shtml.

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    Interior de unidade da rede Lojas Marabraz - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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