Justiça barra pedidos de Oruam em ação por lavagem de dinheiro para o CV
Oruam é réu na Justiça do Rio em ação penal que apura esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV)

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou uma série de pedidos apresentados pela defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, e determinou o andamento da ação penal em que ele é réu ao lado do pai, o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP e de outros nove investigados por lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho (CV).
A informação consta em decisão à qual o Metrópoles teve acesso.
A ação penal, que tramita em segredo de Justiça , apura um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e organização criminosa para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas do CV em comunidades cariocas.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) , Oruam usaria a carreira artística para dissimular valores do crime e custear despesas pessoais.
Em relação aos pedidos de perícia e de obtenção de dados junto ao Google, o juízo afirmou que a defesa não apresentou nenhum elemento concreto que apontasse possíveis irregularidades nas mídias ou nas provas.
Já o pedido para impedir manifestações da Polícia Judiciária foi rejeitado porque, segundo o juízo, prestar esclarecimentos técnicos sobre as investigações está entre as atribuições legais da corporação.

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Ao Metrópoles , o advogado do Oruam, Thiago Lemos, alegou que a decisão do TJRJ é equivocada, alegando que a prova que concretizou a ação penal é ilícita.
“Por assim ser, não pode se quer ser conhecida pelo Juízo, por ordem do que preceitua o artigo 5º, inciso LVI, da Constituição Federal, menos ainda valorada, como pretende o Juízo. A defesa afirma ainda que já fora realizada perícia comprovando a ilicitude da prova, que será apresentada ao Juízo em breve”, disse Lemos. Denúncia Em 30 de janeiro de 2026, o MPRJ ofereceu denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outras nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dois meses depois, a Justiça do Rio recebeu a denúncia e tornou réus todos os onze denunciados.

A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada e aponta a existência de um esquema estruturado para “branqueamento” de recursos do tráfico de drogas em comunidades cariocas.
Segundo o MP, mesmo encarcerado há mais de 20 anos, Marcinho VP mantém influência direta sobre o Comando Vermelho, coordenando decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção.
A investigação sustenta que o grupo operava de forma organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua.

De acordo com a denúncia, a gestão financeira do esquema ficaria a cargo de Márcia Nepomuceno, responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.
Entre os nomes citados como fornecedores de recursos estão Edgar Alves de Andrade, o Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martiniano, o Pezão.
A denúncia divide o grupo em quatro núcleos:



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/justica-pedidos-oruam-lavagem-dinheiro-cv.

Reprodução/Redes sociais — Foto: Metrópoles
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