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    Justiça argentina acusa 7 iranianos e 1 libanês por atentado a associação judaica

    A Justiça argentina acusou formalmente na segunda-feira (21) sete iranianos e um libanês por suposta participação no atentado contra a associação judaica Amia , em 1994, em Buenos Aires , mais um passo rumo a um possível julgamento. Leia mais (09/23/2026 - 11h59)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 14:59
    Justiça argentina acusa 7 iranianos e 1 libanês por atentado a associação judaica
    Centenas de pessoas em manifestação ao ar livre seguram fotos em preto e branco de desaparecidos. O grupo está reunido em área urbana com árvores ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Justiça argentina acusou formalmente na segunda-feira (21) sete iranianos e um libanês por suposta participação no atentado contra a associação judaica Amia , em 1994, em Buenos Aires , mais um passo rumo a um possível julgamento.

    Familiares seguram fotos das vítimas durante uma cerimônia em memória do 31º aniversário do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina - Luis Robayo - 18.jul.25/AFP · Luis Robayo - 18.jul.25/AFP
    Familiares seguram fotos das vítimas durante uma cerimônia em memória do 31º aniversário do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina - Luis Robayo - 18.jul.25/AFP · Luis Robayo - 18.jul.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em 18 de julho de 1994, um carro-bomba destruiu a sede da Amia, deixando 85 mortos e 300 feridos.

    Em 2025, a Justiça autorizou a possibilidade de submeter os responsáveis a um julgamento no qual os réus não precisam estar presentes.

    "A decisão de cometer o atentado foi tomada em agosto de 1993 pelas mais altas instâncias do regime iraniano e sua execução foi confiada ao Hezbollah ", escreveu o juiz responsável pelo caso, Daniel Rafecas, em comunicado.

    Atentado contra associação judaica em Buenos Aires em 1994 deixou 85 mortos
    Atentado contra associação judaica em Buenos Aires em 1994 deixou 85 mortos — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os réus são sete pessoas que ocupavam altos cargos no Estado iraniano na época do ataque e um integrante do grupo terrorista libanês Hezbollah .

    Entre eles está Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária do Irã , que na época comandava a Força Quds.

    Também foram indiciados o então ministro da Inteligência iraniano, Ali Fallahijan; o ex-ministro das Relações Exteriores Ali Velayati; e o ex-embaixador iraniano na Argentina Hadi Soleimanpour.

    Relógio na estação de metrô Pasteur-Amia, que marca o horário exato do atentado à Associação Mutual Israelita-Argentina, em homenagem às vítimas - Douglas Gavras/Folhapress · Douglas Gavras/Folhapress
    Relógio na estação de metrô Pasteur-Amia, que marca o horário exato do atentado à Associação Mutual Israelita-Argentina, em homenagem às vítimas - Douglas Gavras/Folhapress · Douglas Gavras/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O magistrado também determinou o bloqueio de bens no valor de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) para cada um.

    A decisão aproxima o caso de um eventual julgamento oral .

    A defesa, no entanto, ainda pode recorrer da acusação, e outras etapas processuais deverão ser cumpridas antes que o caso possa ser levado a julgamento. "Ainda falta todo um trâmite", explicou Rafecas.

    Uma imagem mostra a parte interna de uma estação de metrô, com um painel de horário de trem.  A composição da imagem é simples e focada no painel eletrônico que exibe a informação da hora e a próxima estação. O painel eletrônico, em formato
    Uma imagem mostra a parte interna de uma estação de metrô, com um painel de horário de trem. A composição da imagem é simples e focada no painel eletrônico que exibe a informação da hora e a próxima estação. O painel eletrônico, em formato — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O juiz excluiu outros dois acusados do processo por falta de provas.

    O presidente argentino, Javier Milei , comemorou a decisão nas redes sociais: "A moral como política de Estado", escreveu, ao citar uma publicação do ministro da Justiça que informava sobre a decisão judicial.

    O presidente é um aliado ferrenho do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu , que aponta o Irã como responsável pelo atentado. Além disso, Milei classificou o Irã como inimigo da Argentina, e foi durante seu governo que se aprovou a lei que autoriza o julgamento à revelia (sem a presença dos réus).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A lei "permitiu dar prosseguimento ao processo penal apesar de os acusados estarem foragidos, assegurando-lhes o direito a um defensor e preservando todas as demais garantias do devido processo legal", afirmou Rafecas em seu comunicado.

    Os autores carregaram uma van com explosivos e a fizeram explodir contra o prédio da organização judaica.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Rafecas classificou o atentado como "um crime contra a humanidade , bem como genocídio nos termos do direito internacional".

    Dois anos antes, outro atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires deixou 22 mortos. Rafecas afirmou em sua decisão que existe uma possível ligação entre os dois ataques.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/justica-argentina-acusa-7-iranianos-e-1-libanes-por-atentado-a-associacao-judaica.shtml.

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    Familiares seguram fotos das vítimas durante uma cerimônia em memória do 31º aniversário do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina - Luis Robayo - 18.jul.25/AFP · Luis Robayo - 18.jul.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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