Justiça aceita denúncia do MP e torna delegado e agentes da Polícia Civil réus por organização criminosa, na PB
Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni Reprodução/TV Globo A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus oito investigados na Operação Perfidus, que apura a suspeita de envolvimento de policiais civis e integrantes do tráfico de drogas em uma organização criminosa. Entre os agora réus estão o delegado Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge, agentes da Polícia Civil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A decisão, obtida pela Rede Paraíba, foi assinada na terça-feira (25). Com o recebimento da denúncia, tem início forma
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Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni — Foto: Reprodução/TV Globo
A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus oito investigados na Operação Perfidus, que apura a suspeita de envolvimento de policiais civis e integrantes do tráfico de drogas em uma organização criminosa. Entre os agora réus estão o delegado Braz Morroni, Everton Aires e Eduardo Jorge, agentes da Polícia Civil.
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A decisão, obtida pela Rede Paraíba , foi assinada na terça-feira (25). Com o recebimento da denúncia, tem início formal a ação penal contra os oito investigados.
Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que teria como uma das principais atividades a apropriação e o desvio de carregamentos de drogas pertencentes a facções rivais. Ainda conforme o Ministério Público, os entorpecentes seriam posteriormente reinseridos no comércio ilegal.
O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro, por meio da dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas.
A investigação teve como alvo servidores públicos lotados na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa , que, segundo o MP, teriam atuado em conjunto com integrantes do narcotráfico.
O g1 procurou a defesa dos agora réus. Em nota, a defesa de Eduardo Jorge disse que "ainda não lhe foi assegurado pleno acesso aos elementos indiciários produzidos no âmbito das medidas cautelares que permanecem vinculadas ao processo principal" e que "embora a defesa continue sem acesso integral a esses elementos, já foi autorizado, a requerimento do Ministério Público, o compartilhamento dessas mesmas provas com outros processos penais". A defesa afirma ainda que "a paridade de armas, o contraditório e a ampla defesa não podem existir apenas formalmente".
As defesas dos outros réus, Everton Aires e Braz Morroni, não responderam até a última atualização desta reportagem. As defesas dos demais réus n
Ao analisar a denúncia, a Justiça considerou que o Ministério Público apresentou elementos suficientes para o início da ação penal.
Segundo a decisão, a acusação descreve as circunstâncias dos crimes, individualiza a participação de cada denunciado e apresenta elementos que, neste momento processual, indicam materialidade dos crimes e indícios de autoria.
Também ficou sob entendimento na decisão que não havia motivo para rejeitar a denúncia e determinou o prosseguimento do processo.
Com a decisão, os oito denunciados passam a responder formalmente à ação penal e ainda terão direito à defesa e ao contraditório.
Agentes da polícia presos tentaram ficar com parte de dinheiro de tráfico que seria entregue a delegado na PB
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/08/26/justica-aceita-denuncia-delegado-e-agentes-da-policia-civil-reus-organizacao-criminosa.ghtml.

Delegado Braz Morrone e outros sete são denunciados pelo Ministério Público — Foto: G1
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