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    Juros futuros caem apesar de Treasuries dispararem e petróleo a US$ 107

    Taxa para janeiro de 2028 ficou em 13,61%, queda de 2 pontps-base ante o ajuste de 13,63% da sessão anterior

    CNN Brasil
    10 de setembro de 2026 às 19:49
    Juros futuros caem apesar de Treasuries dispararem e petróleo a US$ 107
    Foto: CNN Brasil

    Após subirem mais cedo, as taxas dos DIs viraram para o negativo no fim da manhã e fecharam a ​quinta-feira (10) em baixa, com investidores reagindo a mais uma pesquisa eleitoral mostrando ​o fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

    O recuo das taxas futuras no Brasil esteve na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries dispararam e o petróleo Brent voltou a ser negociado na faixa dos US$107 o barril.

    No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,61%, em baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,63% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,13%, com recuo de 8 ⁠pontos-base ante 14,213%.

    Juros futuros caem apesar de Treasuries dispararem e petróleo a US$ 107 • Ilustração gerada por IA · • Ilustração gerada por IA
    Juros futuros caem apesar de Treasuries dispararem e petróleo a US$ 107 • Ilustração gerada por IA · • Ilustração gerada por IA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No início do dia as taxas chegaram ​a subir no Brasil, em sintonia com o exterior, mas no fim da manhã elas viraram para o território ​negativo, em meio a especulações no mercado de que uma nova pesquisa mostraria o avanço de Flávio na disputa com o ⁠presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na mínima do dia, a taxa ⁠do DI para janeiro de 2035 atingiu 14,045% (-17 pontos-base) às 12h – antes mesmo da divulgação da pesquisa.

    Às ​14h30 ‌a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto em um segundo turno, contra 46,2% de Lula. No levantamento anterior os ⁠percentuais eram de 42,6% e 47,1%, respectivamente.

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    Opep mantém projeção de crescimento em combustível e PIB brasileiro em 2026 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ainda que os dois estejam em empate técnico, já que a margem de erro é de 1 ponto percentual, o fato de Flávio estar numericamente à frente de Lula foi bem recebido.

    Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa ‌parte ⁠do mercado, que enxerga sua ‌reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio têm favorecido a queda do dólar e das taxas dos DIs.

    No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio também passou a superar Lula, com 53% ⁠das apostas de vitória neste fim de tarde, contra 44% do petista.

    Bolsas da Europa caem após decisão do BCE de elevar juros
    Bolsas da Europa caem após decisão do BCE de elevar juros — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além da ⁠disputa eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu no foco dos investidores. Na véspera, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, cassou decisões liminares concedidas anteriormente ‌pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não no cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Além disso, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

    A baixa das taxas futuras no Brasil contrastou com o exterior. Em meio ao acirramento da guerra no Oriente Médio, o petróleo e os rendimentos dos Treasuries tiveram altas fortes.

    Nesta ‌quinta-feira, os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha, o que representa uma ameaça adicional ao tráfego no Mar Vermelho. Já o tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, devido à intensificação dos ataques a petroleiros na região ⁠nos últimos dias.

    Petróleo fecha em alta de 6%, acima de US$ 107 pela 1ª vez desde maio
    Petróleo fecha em alta de 6%, acima de US$ 107 pela 1ª vez desde maio — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia 12 pontos-base, a 4,957%. Já o petróleo Brent avançava 6,45%, para US$107,74 o barril, reforçando as preocupações com a inflação nos países.

    Nesse contexto, o Banco Central Europeu elevou suas taxas ​de juros nesta quinta-feira pela segunda vez neste ano, buscando conter a alta de preços.

    Pela manhã, com efeitos limitados na curva, o Instituto Brasileiro ​de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços no país ficou estável em julho ante o mês anterior e subiu 0,9% ante julho de 2025.

    Petróleo fecha em alta de 6%, acima de US$ 107 pela 1ª vez desde maio
    Petróleo fecha em alta de 6%, acima de US$ 107 pela 1ª vez desde maio — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em mais um sinal de desaceleração da atividade econômica, os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de altas de 0,2% na comparação mensal e de ‌avanço de 1,1% na base anual.

    Bolsas da Europa caem após decisão do BCE de elevar juros
    Bolsas da Europa caem após decisão do BCE de elevar juros — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Opep mantém projeção de crescimento em combustível e PIB brasileiro em 2026
    Opep mantém projeção de crescimento em combustível e PIB brasileiro em 2026 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/juros-futuros-caem-apesar-de-treasuries-dispararem-e-petroleo-a-us-107/.

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    Juros futuros caem apesar de Treasuries dispararem e petróleo a US$ 107 • Ilustração gerada por IA · • Ilustração gerada por IA — Foto: CNN Brasil

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