Juristas e entidades da imprensa criticam decisões da Justiça que provocaram cancelamento do debate da Globo
Juristas e entidades criticam decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate entre candidatos à presdiência O cancelamento do debate que a Globo realizaria na quinta-feira (1º) à noite tirou de milhões de brasileiros a oportunidade de comparar as propostas dos candidatos à Presidência da República e de ouvir a discussão de ideias entre eles. Juristas e entidades que representam a imprensa criticaram as decisões da Justiça, que foram tomadas horas antes do debate e que provocaram insegurança jurídica ao mudar regras que já tinham sido acertadas com os partidos convidados. O esforço, o
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/9/X/KibAL7RAKgq3AV2Bkt3w/globo-canal-4-20261002-2000-frame-73517.jpeg)
“A informação jornalística tem muitas formas. Uma delas é organizar debates que servem para os eleitores conhecerem os candidatos e conhecerem suas ideias. Existe a lei eleitoral que já estabelece as regras, aliás, bem detalhada. Cumpridas essas regras, o órgão de imprensa tem liberdade para organizar o debate e é importante que os debates existam. Injetar novas regras para um debate específico na última hora é violar o sistema da lei eleitoral. E isso é muito ruim porque coloca em xeque a função do próprio legislador. Então, para que serve a lei eleitoral, se regras são inventadas para cada caso, na última hora? As leis têm que ser respeitadas por todos, inclusive pelos juízes”, diz Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV Direito SP.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/10/02/juristas-e-entidades-da-imprensa-criticam-decisoes-da-justica-que-provocaram-cancelamento-do-debate-da-globo.ghtml.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

