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    Juntos, Derrite e Salles atacam Marina e Tebet: "Nada a ver com o estado"

    Os candidatos ao Senado Guilherme Derrite e Ricardo Salles criticaram oponentes durante participação em painel nesta segunda-feira

    Metrópoles
    14 de setembro de 2026 às 16:20
    Juntos, Derrite e Salles atacam Marina e Tebet: "Nada a ver com o estado"
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    Os deputados federais Ricardo Salles (Novo) e Guilherme Derrite (PP) se juntaram, nesta segunda-feira (14/9), em ataques à Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) , adversárias na corrida ao Senado por São Paulo .

    Salles voltou a condenar o fato de que as concorrentes não são naturais do estado . “Nós, como senadores por São Paulo, temos que ser paulistas acima de tudo. Nós temos duas senadoras candidatas que não tem nada a ver com o nosso estado, ao contrário, fizeram muito contra São Paulo”, afirmou, durante painel no seminário Brasil Hoje, da organização Esfera Brasil.

    “A Simone, quando foi prefeita e governadora, fez de tudo para tirar empresas paulistas e levar para o Mato Grosso do Sul. Enquanto senadora, votou reiteradamente para manter 1% só do FPE [Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal] para São Paulo, que é um absurdo, sendo que nós respondemos por metade dos recursos que o FPE arrecada em imposto de renda. Já como ministra do Planejamento deste governo, reduziu drasticamente a capacidade de financiamento externo do estado de São Paulo. Então, não tem a menor qualificação para vir ser senador aqui”, disparou Salles.

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    Rebeca Ligabue/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O candidato do Novo disse ainda que os senadores paulistas precisam “defender São Paulo, não fazer média”. Ao criticar Marina, Salles mencionou a articulação política na disputa que levou ao arquivamento definitivo da Usina Hidrelétrica (UHE) de Tijuco Alto.

    “Marina Silva, então, nem se fala. Atrapalhou o Rodoanel Sul na época que era ministra do Meio Ambiente e, na outra época, impediu a construção da usina de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira. Ou seja, a região mais pobre do estado de São Paulo, que é o Vale do Ribeira, precisava de energia elétrica para ter uma unidade da CBA, a Companhia Brasileira de Alumínio. E não teve isso graças à Marina, que impediu a construção da usina hidrelétrica”, afirmou Salles.

    O projeto, planejado para o Rio Ribeira de Iguape, entre São Paulo e Paraná, enfrentou forte resistência histórica por ameaçar comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e uma das áreas mais preservadas de Mata Atlântica do país.

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    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No evento desta segunda, ao defender a redução da maioridade penal , Derrite aproveitou para mencionar as concorrentes. “Nós temos duas senadoras do PT, da esquerda, que são contra. Quando eu perguntei para a Marina nesse último debate, ela respondeu que ‘olha, eu sou contra porque eu sou professora’, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, argumentou. “O senador tem a missão constitucional de aprovar projetos, projetos que refletem o conceito da sociedade”, completou.

    Salles aproveitou a ocasião para também criticar o Centrão e associá-lo a André do Prado (PL) , integrante da chapa de Derrite. Segundo ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União) está “sentado em cima de pedidos de impeachment” de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Quem colocou Davi Alcolumbre lá, a aliança perniciosa desse Centrão que está contaminando a direita no Brasil, colocou o Alcolumbre como presidente do Senado, foi o PT com PL, o PL do Valdemar, o PL do André do Prado, colocaram o Alcolumbre, sentado na presidência do Senado, e agora fazem de conta que não tem nada a ver com isso. Da mesma maneira que colocaram [Hugo] Motta na presidência da Câmara, esperando que votasse a anistia [dos condenados pela tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro], e até hoje nada aconteceu”, acrescentou Salles.

    Deputados federais Ricardo Salles e Guilherme Derrite, candidatos ao Senado - Metrópoles
    Deputados federais Ricardo Salles e Guilherme Derrite, candidatos ao Senado - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em entrevista a jornalistas, os candidatos ao Senado também comentaram as últimas pesquisas eleitorais, que colocam os candidatos ao Senado por São Paulo em empate técnico . Derrite e Salles acreditam que a reta final da campanha será decisiva.

    “Agora, com o avançar da campanha e a população paulista sabendo quem são os candidatos da direita, e quem tem apoio do governador Tarcísio de Freitas — eu fui escolhido pelo governador há mais de um ano para ser senador –, e com as nossas propostas sendo colocadas para a população, está exatamente o planejamento que a gente esperava”, disse Derrite.

    Pesquisa Real Time/Big Data divulgada nesta segunda-feira (14/9) mostra empate técnico entre Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB) e André do Prado (PL). No entanto, o deputado federal aparece numericamente à frente, com 19% das intenções de voto.

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    Atrás de Derrite, aparecem Simone Tebet e André do Prado, ambos com 17%. Como o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há empate entre os três.

    “A pesquisa do Senado é frágil por si só, as pessoas não sabem nem o que faz o Senador, muito menos que existem duas vagas de à disposição para serem votadas, agora é que as pessoas começam a prestar atenção de fato em quem são os candidatos, quais são as qualificações, quais são as credenciais de cada um”, avaliou Salles.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/juntos-derrite-e-salles-atacam-marina-e-tebet-nada-a-ver-com-o-estado.

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