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    JPMorgan corta Brasil a neutro, “reduz” Ibovespa e aposta em exportadoras; veja ações

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) " data-image-caption=" B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2021/11/DSC_2811.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />O banco reduziu sua projeção para o Ibovespa ao final de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos, mas destacou algumas oportunidades em ações The post JPMorgan corta Brasil a neutro, “reduz” Ibovespa e aposta em exportadoras; veja ações appeared first on InfoMoney .

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    11 de agosto de 2026 às 12:48
    JPMorgan corta Brasil a neutro, “reduz” Ibovespa e aposta em exportadoras; veja ações
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    O JPMorgan revisou sua estratégia para a América Latina no segundo semestre de 2026 e reduziu sua recomendação para o mercado brasileiro de overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para neutra. Apesar da postura mais cautelosa com o Brasil, o banco segue enxergando oportunidades em diversas ações da B3, especialmente em companhias consideradas de maior qualidade, exportadoras e menos dependentes do ciclo doméstico.

    Na visão da equipe liderada por Rodolfo Angele e Emy Shayo Cherman, o cenário global ficou mais favorável para a região em comparação ao observado no meio do ano. O JPMorgan destaca que a perspectiva para o dólar ficou menos negativa, as expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos foram suavizadas e as commodities encontram suporte maior com revisões para cima do crescimento global.

    Ainda assim, o banco acredita que fatores locais tendem a ganhar importância nos próximos meses. E, nesse contexto, o Brasil perde atratividade diante da combinação de crescimento mais fraco, deterioração do crédito, juros elevados por mais tempo e aumento da volatilidade em função das eleições presidenciais de outubro.

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    “O ciclo de afrouxamento monetário está chegando ao fim, o crescimento desacelera e o ciclo de crédito piora”, afirmam os estrategistas. O JPMorgan projeta um último corte de 25 pontos-base da Selic em setembro, seguido de uma pausa prolongada até o segundo trimestre de 2027.

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    O banco também reduziu sua projeção para o Ibovespa ao final de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos, equivalente a potencial de alta de cerca de 5,4% frente aos níveis atuais.

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    Apesar do rebaixamento do país, o Brasil continua dominando a lista de ações preferidas do JPMorgan para a América Latina. Das 20 top picks da casa para o segundo semestre, 12 estão listadas na B3.

    3tentos ( TTEN3 ) Bradsaúde ( SAUD3 ) BTG Pactual ( BPAC11 ) Embraer ( EMBJ3 ) Motiva ( MOTV3 ) Multiplan ( MULT3 ) RD Saúde ( RADL3 ) Suzano ( SUZB3 ) Tenda ( TEND3 ) Vale ( VALE3 ) Vibra Energia ( VBBR3 ) WEG ( WEGE3 ) Yduqs ( YDUQ3 )

    Segundo o banco, a característica comum da maior parte dessas empresas é a capacidade de entregar resultados mais previsíveis em um ambiente de maior incerteza macroeconômica. “A maioria das escolhas são companhias de alta qualidade, mais estabelecidas e com maior visibilidade de lucros”, destaca o relatório.

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    A preferência do JPMorgan reflete a visão de que exportadoras e empresas menos expostas ao consumo doméstico podem navegar melhor no ambiente atual.

    Nesse sentido, Embraer ( EMBJ3 ), WEG ( WEGE3 ), Suzano ( SUZB3 ) e Vale ( VALE3 ) aparecem entre os destaques. O banco afirma que gosta da exposição internacional e da proteção oferecida por essas companhias diante da volatilidade política brasileira.

    Para a Embraer, os principais catalisadores incluem novas encomendas, expansão de margens e potenciais contratos na Índia. Já para a WEG, as apostas estão ligadas ao avanço dos investimentos globais em transmissão e distribuição de energia, mobilidade elétrica e armazenamento de energia.

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    No setor de mineração e siderurgia, a Vale segue como a principal recomendação. O JPMorgan avalia que os preços do minério de ferro permanecem sustentados entre US$ 95 e US$ 100 por tonelada, enquanto a demanda chinesa continua resiliente.

    No consumo doméstico, o banco mantém postura cautelosa, avaliando que os brasileiros enfrentam pressão de juros altos, maior endividamento, inflação de alimentos e avanço das apostas esportivas sobre a renda disponível.

    Mesmo nesse cenário, a RD Saúde ( RADL3 ) aparece entre as ações preferidas. A tese está ligada à resiliência estrutural do setor farmacêutico e ao potencial de crescimento impulsionado pelos medicamentos genéricos baseados em GLP-1. O JPMorgan vê a ação como uma oportunidade após forte desempenho inferior ao Ibovespa neste ano.

    Painel da B3 (Foto: Germano Lüders/InfoMoney)
    Painel da B3 (Foto: Germano Lüders/InfoMoney) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Outra aposta relevante é a Bradsaúde ( SAUD3 ), beneficiada por melhora da rentabilidade das operadoras de saúde, maior controle de sinistralidade e potencial de entrega consistente de resultados.

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    As ações domésticas que seguem entre as favoritas do JPMorgan são principalmente aquelas com teses específicas.

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    No setor imobiliário, a preferência recai sobre Tenda ( TEND3 ), beneficiada pela exposição ao segmento de baixa renda e pelos programas habitacionais. O banco vê espaço para revisões positivas de resultados e destaca a assimetria ligada à subsidiária Alea.

    Já entre os shopping centers, a recomendação segue para Multiplan ( MULT3 ). O JPMorgan argumenta que o setor ainda negocia com desconto relevante em relação aos níveis históricos e pode se beneficiar caso os juros reais se normalizem ao longo do tempo.

    No setor financeiro, a principal escolha brasileira é o BTG Pactual ( BPAC11 ). O banco destaca a capacidade da instituição de atravessar diferentes cenários econômicos, além do potencial de crescimento nos negócios de wealth management, banco de investimento e crédito corporativo.

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    Os pagamentos terão como base as posições acionárias de 19 de março e 18 de junho, respectivamente

    Já a Vibra Energia ( VBBR3 ) tornou-se a principal aposta do JPMorgan no segmento de petróleo e gás da América Latina. A tese é sustentada por margens estruturalmente mais fortes na distribuição de combustíveis e por um ambiente competitivo considerado mais racional.

    Na área de infraestrutura e transportes, a preferência é pela Motiva ( MOTV3 ), impulsionada por potenciais ganhos com reequilíbrios contratuais em concessões rodoviárias e características defensivas em um ambiente macroeconômico mais desafiador.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/jpmorgan-corta-brasil-a-neutro-reduz-ibovespa-e-aposta-em-exportadoras-veja-acoes/.

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