Jornalista brasileiro diz ter sido deportado da Argentina após críticas a Milei
O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. afirma ter sido impedido de entrar na Argentina na segunda-feira (12) após desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. Leia mais (10/14/2026 - 05h31)

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O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. afirma ter sido impedido de entrar na Argentina na segunda-feira (12) após desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires.

Segundo a Agência Brasil, as autoridades migratórias determinaram o cancelamento da residência permanente do profissional no país e estabeleceram a proibição de reingresso pelo prazo de cinco anos.
Tomaz é conhecido por fazer críticas ao governo do presidente Javier Milei e disse suspeitar de motivação política para a decisão.
"Tenho muito orgulho do caminho que escolhi e construí na minha vida. Ser deportado, em razão das minhas críticas políticas, por um governo de narcos, pedófilos, ladrões de criptomoeda e agressores de aposentados é praticamente um troféu", ele disse ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos . "No Brasil (ainda) tem democracia, mas estamos em sério risco de virar uma Argentina".

Ele tinha residência na Argentina desde 2022, com validade até 2037. A DNM (Direção Nacional de Migrações), porém, alegou que ele não ficou tempo suficiente no país para manter o benefício.
O jornalista afirma que viajava com frequência para a Argentina e este ano passou 36 dias no país.
Entre julho e agosto deste ano, ele discutiu nas redes sociais com apoiadores do governo de Milei e com Juan Pablo Carreira, conhecido como Juan Doe, influenciador e diretor de Comunicação Digital da presidência argentina.

"Tchau, gordo lulista. Expulso, hahaha", escreveu Doe no X (ex-Twitter) na segunda-feira.
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Tomaz mora em Brasília e produz conteúdos críticos às medidas econômicas e sociais adotadas por Milei. Ele prevê para 2027 o lançamento de um livro sobre o governo do presidente argentino.

O comunicador havia viajado para o país vizinho para coletar dados sobre a situação econômica e política local.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) repudiaram a revogação do visto de residência e a deportação do brasileiro.
Para as duas entidades, a decisão configura um ato de retaliação política e desrespeito à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir.
"A democracia argentina e a brasileira merecem respeito. Nenhum governo tem o direito de perseguir, deter ou expulsar jornalistas pelo simples exercício de sua profissão", diz nota do sindicato e da Fenaj.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/jornalista-brasileiro-diz-ter-sido-deportado-da-argentina-apos-criticas-a-milei.shtml.

O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. - Reprodução/Redes sociais · Reprodução/Redes sociais — Foto: Folha de S.Paulo
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