Brasil

    Jogadores determinam os estilos

    Seis clubes brasileiros ( Fluminense , Flamengo , Palmeiras , Corinthians , Mirassol e Cruzeiro ) disputam neste meio de semana o primeiro jogo para definir os classificados para as quartas de finais da Libertadores. Cruzeiro e Flamengo, no Mineirão, no único duelo entre dois times do mesmo país, fazem a partida mais esperada. Leia mais (08/11/2026 - 19h29)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 22:29
    Jogadores determinam os estilos
    Foto: Folha de S.Paulo

    Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina

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    O zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, chuta bola, observado pelo atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, em confronto do Campeonato Brasileiro de 2025 - Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters · Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters
    O zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, chuta bola, observado pelo atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, em confronto do Campeonato Brasileiro de 2025 - Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters · Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Seis clubes brasileiros ( Fluminense , Flamengo , Palmeiras , Corinthians , Mirassol e Cruzeiro ) disputam neste meio de semana o primeiro jogo para definir os classificados para as quartas de finais da Libertadores. Cruzeiro e Flamengo, no Mineirão, no único duelo entre dois times do mesmo país, fazem a partida mais esperada.

    Os dois treinadores gostam do futebol intenso, de aproximação, compactação e pressão para recuperar a bola no campo do adversário, características do futebol moderno. Os detalhes, as diferenças das duas equipes, dependem do estilo de seus jogadores.

    Quando era técnico do Cruzeiro, Leonardo Jardim tinha um atacante rápido, Kaio Jorge, usado muito nos contra-ataques e nas jogadas de velocidade. No Flamengo, com Pedro, um centroavante fixo, há mais jogadas de aproximação e troca de passes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No meio-campo estão as maiores forças das duas equipes. O Flamengo tem uma dupla no setor (Jorginho e Pulgar) quase lado a lado, Arrascaeta avançado pelo centro e Carrascal ou Paquetá, na função de um armador/ponta pela direita. O técnico pode ainda formar um losango no meio-campo com um trio, Jorginho, Pulgar e Paquetá, e Arrascaeta à frente dos três.

    No Cruzeiro, Artur Jorge forma o meio-campo com Romero mais recuado, Gerson um pouco mais avançado e Mateus Pereira livre, movimentando-se pela intermediária. Penso que, sem perder a referência de posicionamento, Gerson e Mateus Pereira deveriam atuar mais próximos, trocando passes e alternando na marcação e na chegada ao ataque. Isso confunde o adversário.

    Por melhor que sejam as estratégias, o jogo, provavelmente, será decidido nos detalhes, nos lances inventados e inesperados.

    Mesmo considerando o grande desenvolvimento tecnológico que ajuda bastante na formação dos atletas, a descoberta de um possível craque começa na infância, nas brincadeiras, nos sonhos, sem regras e sem professores. Porém, por causa da diminuição dos campos de rua, os colégios e as escolinhas passaram a ser a sustentação para esse desenvolvimento, e é importante que não reprimam a capacidade dos meninos de inventar e improvisar. A excessiva padronização inibe a fantasia.

    Tem havido uma inversão no desenvolvimento das crianças que gostam de futebol e que sonham se tornar craques. O aprendizado da técnica, da tática, do jogo coletivo e das regras tem ocorrido antes de a criança se divertir com a bola, sem ter adquirido um adequado desenvolvimento psicomotor.

    O Brasil continua formando muitos ótimos jogadores profissionais devido à extensão do país e à tradição, mas tem diminuído a qualidade, de acordo com o futebol moderno.

    É preciso formar goleiros que joguem bem com as mãos e com os pés, zagueiros ótimos na marcação e no passe, laterais que marquem e avancem com eficiência, meio-campistas criativos que atuem de uma intermediária à outra, pontas rápidos, hábeis, excelentes nos dribles e nos cruzamentos e finalizações, centroavantes que façam muitos gols e que possuam muita mobilidade e habilidade para participar do jogo coletivo. O futebol mudou.

    Não basta treinar. Os treinadores precisam saber ensinar, orientar.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2026/08/jogadores-determinam-os-estilos.shtml.

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    O zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, chuta bola, observado pelo atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, em confronto do Campeonato Brasileiro de 2025 - Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters · Ricardo Moraes - 2.out.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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