Política

    Janones apagou 499 conteúdos do grupo Exército de Lula

    Equipe de Flávio Bolsonaro identificou mensagens que o deputado eliminou e por isso não foram identificadas pelo TSE ao analisar o caso

    Poder360
    13 de outubro de 2026 às 09:27
    Janones apagou 499 conteúdos do grupo Exército de Lula
    Foto: Poder360

    Equipe de Flávio Bolsonaro identificou mensagens que o deputado eliminou e por isso não foram identificadas pelo TSE ao analisar o caso

    A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, fez um levantamento de mensagens que teriam sido apagadas pelo deputado André Janones (Rede-MG) do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 4 milhões de seguidores e apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a íntegra (PDF – 7 MB) do relatório da equipe de Flávio sobre conteúdos apagados do grupo controlado por Janones.

    Segundo a campanha de Flávio, Janones excluiu 499 conteúdos do canal. Isso explicaria por que a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do canal.

    O “Exército do Lula” é um canal criado por André Janones para distribuir mensagens a favoráveis ao presidente Lula
    O “Exército do Lula” é um canal criado por André Janones para distribuir mensagens a favoráveis ao presidente Lula — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    O “Exército do Lula” é um canal criado por Janones para distribuir mensagens favoráveis ao presidente e contrárias a Flávio. Os dois candidatos disputam o 2º turno da eleição presidencial.

    Segundo a campanha de Flávio, Janones enviava “missões” aos seguidores do canal, orientando-os a compartilhar publicações. As mensagens, segundo a ação apresentada pelo senador, difundiam “conteúdos desinformativos e ofensivos” .

    Entre os conteúdos que teriam sido excluídos estavam imputações de crimes ao ministro do TSE André Mendonça e afirmações de que Flávio, se eleito, reduziria aposentadorias e extinguiria benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

    Na 2ª feira (12.out.2026), a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informou não ter encontrado , nas publicações examinadas no canal de 2 a 11 de outubro, fake news que justificassem a suspensão.

    A campanha de Flávio, porém, alega que os conteúdos alvos de controvérsia foram apagados por Janones.

    Mensagens reproduzidas pelo levantamento mostram como o deputado operava o canal: primeiro, publicava uma notícia; depois, orientava os inscritos a compartilhá-la com seus contatos no WhatsApp e em outras redes; por fim, apagava a mensagem original do “Exército do Lula”.

    “Sempre que vocês cumprirem uma missão curta, como essa, eu vou deletar para não poluir aqui, ok? Essa matéria da página do [Luiz] Bacci já vou apagar” , escreveu Janones em 11 de outubro de 2026.

    O “Exército do Lula”, administrado por Janones, tornou-se alvo de disputas judiciais durante a campanha presidencial.

    Em 7 de outubro, a defesa de Flávio apresentou ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , corregedor-geral da Justiça Eleitoral, uma Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente. A ação acusava os investigados de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação em benefício da chapa governista. Flávio também pediu a suspensão do canal. Eis a íntegra (PDF – 4,8 MB).

    Em 10 de outubro, Cueva recebeu a ação e determinou que Janones, Lula e Alckmin se manifestassem em 5 dias . O ministro também deu 72 horas para que Flávio esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e quais decisões haviam sido tomadas. O senador deveria ainda individualizar as irregularidades atribuídas às publicações que pretendia remover. Eis a íntegra (PDF – 124 KB).

    Ainda em 10 de outubro, Flávio apresentou à Presidência do TSE , sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques , um pedido urgente de providências administrativas contra a Meta, responsável pelo WhatsApp, e Janones. A campanha alegou que o canal era usado para disseminar desinformação sobre o senador e que as diretrizes de conformidade da plataforma não estavam sendo cumpridas. Eis a íntegra (PDF – 479 KB).

    No domingo (11.out), Nunes Marques determinou que a Meta suspendesse o canal em 3 horas . Segundo o ministro, a medida buscava interromper “a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos” que o TSE “já reconheceu como inverídicos” . Eis a íntegra (PDF – 1,8 MB).

    Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento provisório do “Exército de Lula” até que o plenário do TSE examine a controvérsia. O corregedor considerou insuficientes as provas regularmente apresentadas na ação judicial para justificar a suspensão integral do canal e afirmou que a existência de conteúdos potencialmente ilícitos não autoriza, por si só, o bloqueio de todas as publicações.

    Cueva também questionou Flávio por apresentar pedidos semelhantes em processos diferentes –uma Aije à Corregedoria e um processo administrativo à Presidência do TSE. O ministro determinou que caberá ao plenário do Tribunal decidir sobre o caso, além de avaliar a sobreposição dos procedimentos. Eis a íntegra (PDF – 180 KB).

    Além disso, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informou não ter encontrado , nas publicações examinadas de 2 a 11 de outubro no canal de WhatsApp, as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do grupo.

    Em informação técnica, a equipe identificou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos. Também registrou que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal. Eis a íntegra (PDF – 1,5 MB).

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/janones-apagou-499-conteudos-do-grupo-exercito-de-lula/.

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    O “Exército do Lula” é um canal criado por André Janones para distribuir mensagens a favoráveis ao presidente Lula — Foto: Poder360

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