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    Janja homenageia Marisa Letícia em ato de lançamento da campanha de Lula

    A primeira-dama Janja da Silva discursou no ato de lançamento da campanha de Lula ( PT ) à reeleição, neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, e homenageou Marisa Letícia, esposa do presidente com quem foi casado por mais de 40 anos e que morreu em 2017. Leia mais (08/16/2026 - 11h29)

    Folha de S.Paulo
    16 de agosto de 2026 às 14:29
    Janja homenageia Marisa Letícia em ato de lançamento da campanha de Lula
    Foto: Folha de S.Paulo

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    A primeira-dama Janja da Silva discursou no ato de lançamento da campanha de Lula ( PT ) à reeleição, neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, e homenageou Marisa Letícia, esposa do presidente com quem foi casado por mais de 40 anos e que morreu em 2017.

    Geraldo Alckmin, Lula, Fernando Haddad e Janja em ato neste domingo (16), em São Bernardo do Campo - Nelson Almeida/AFP · Nelson Almeida/AFP
    Geraldo Alckmin, Lula, Fernando Haddad e Janja em ato neste domingo (16), em São Bernardo do Campo - Nelson Almeida/AFP · Nelson Almeida/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Gostaria de lembrar especialmente de uma Silva, presidente, [a] dona Marisa. Ela que junto a outras tantas mulheres que não estavam no chão da fábrica em 1979 tiveram um papel essencial nos bastidores. Elas eram o alicerce para que seus maridos pudessem lutar por melhores salários e mais dignidade para suas famílias."

    Janja enalteceu o fato de Marisa ter bordado a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores. Em fevereiro de 2024, esse episódio foi tema de uma polêmica no seio do partido, quando o perfil oficial de Lula nas redes apagou o trecho de um texto assinado pelo presidente em que ele citava "o retalho de pano vermelho que a Marisa pegou e costurou uma estrela branca por cima." Depois de discursar, Janja dirigiu-se ao presidente e anunciou "amor, vou fazer uma surpresa". Ao lado do cantor e pastor evangélico Kleber Lucas, disse que "Deus está cuidando da gente aqui" e cantou uma música em homenagem ao marido.

    As arquibancadas do estádio, com capacidade para 12,5 mil pessoas, lotaram antes do início do evento. O público preencheu parte do gramado, que apresentava 12 tendas com copos d’água para hidratação, e ficou debaixo de forte sol – a máxima prevista para a tarde foi de 26 ºC. Os portões do estádio abriram por volta de 8h, mas grande parte dos presentes começou a chegar após às 9h.

    Greve dos metalúrgicos de 1979
    Greve dos metalúrgicos de 1979 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Lula entrou no palco montado no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), por volta das 10h47. Ele caminhou e apertou a mão das pessoas aglomeradas nas bordas do palanque ao som de "Olê, olê, olá, Lula, Lula".

    O telão exibiu depoimentos de colegas do Sindicato dos Metalúrgicos que participaram das greves no ABC Paulista lideradas pelo presidente nas décadas de 70 e 80. De camisa e chapéu brancos, Lula assistiu ao vídeo de pé, em cima do palanque. Os antigos colegas de sindicato que haviam aparecido no telão então entraram no palco para abraçar o presidente.

    Apoiadores do presidente Lula começaram a chegar por volta das 8h no estádio 1º de Maio, na região da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, para o primeiro ato de campanha do petista em busca do quarto mandato à Presidência da República.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ato é realizado logo no primeiro dia em que a Justiça Eleitoral permite que os candidatos possam pedir votos. A campanha esperava reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas no estádio e organizou caravanas vindas de outros estados para evitar que o evento seja esvaziado.

    O estádio 1º de Maio, concessão do São Bernardo FC, foi alugado pelo PT para o ato — os valores não foram divulgados — e foi escolhido como o local onde a campanha dará seu pontapé inicial por simbolizar o início da trajetória política de Lula.

    Enquanto presidente do sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, em março de 1979 Lula liderou uma greve geral da categoria que durou 15 dias e mobilizou cerca de 200 mil trabalhadores da região. Na época, as assembleias foram realizadas no estádio, que havia sido cedido pela prefeitura.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O primeiro ato no estádio da Vila Euclides, realizado no dia 13 de março, reuniu cerca de 60 mil pessoas e teve mesas improvisadas como palanque e Lula discursando sem microfone, gritando para que quem estivesse mais próximo repassasse as mensagens adiante.

    A greve é considerada histórica porque, além da mobilização dos próprios metalúrgicos, recebeu apoio de outras classes, como professores e estudantes, e serviu de base para a fundação do PT, em 1980. O movimento passou a ser visto como uma forma de enfrentamento à ditadura militar, que havia considerado a greve ilegal, e deve ser explorado pela campanha no ato.

    A intenção dos organizadores é mostrar que, embora o cenário tenha mudado, Lula ainda busca melhorias para os trabalhadores e continua sendo um defensor da democracia.

    Para o ato deste domingo, será novamente disponibilizado um teleprompter, mesmo que Lula tenha decidido falar livremente no lançamento da candidatura, no início do mês, sem o auxílio do equipamento. Naquele dia, o presidente discursou por mais de uma hora e parte da plateia foi embora enquanto ele ainda falava .

    Esta será a sétima campanha presidencial de Lula, que foi derrotado nas campanhas de 1989, 1994 e 1998 e venceu as de 2002, 2006 e 2022. Em 2018, ele registrou sua candidatura, mas foi barrado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) porque estava preso, e não fez campanha.

    As pesquisas eleitorais apontam para uma eleição dura. Levantamento da Quaest divulgado na sexta-feira (14) mostra Lula e Flávio tecnicamente empatados nas intenções de voto para o segundo turno . O petista aparece com 43% contra 40% do bolsonarista, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/janja-homenageia-marisa-leticia-em-ato-de-lancamento-da-campanha-de-lula.shtml.

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    Geraldo Alckmin, Lula, Fernando Haddad e Janja em ato neste domingo (16), em São Bernardo do Campo - Nelson Almeida/AFP · Nelson Almeida/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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