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    James Webb revela “rosto de leão” em nebulosa que está desaparecendo

    Nebulosa do Leão já havia sido registrada pelo Telescópio Espacial Hubble em 2000, em comprimentos de onda visíveis O post James Webb revela “rosto de leão” em nebulosa que está desaparecendo apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    12 de agosto de 2026 às 01:10
    James Webb revela “rosto de leão” em nebulosa que está desaparecendo
    Foto: Olhar Digital

    O Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), da NASA, revelou nova visão da NGC 2392 , conhecida como Nebulosa do Leão , nebulosa planetária que chama atenção por apresentar estrutura semelhante ao rosto de um leão.

    A nova imagem foi produzida a partir de observações feitas pelos instrumentos NIRCam , que detecta luz no infravermelho próximo, e MIRI , especializado no infravermelho médio. A combinação permite observar detalhes de gás ionizado e estruturas de poeira que aparecem com maior clareza do que em observações anteriores.

    A Nebulosa do Leão já havia sido registrada pelo Telescópio Espacial Hubble em 2000, em comprimentos de onda visíveis. Agora, a visão infravermelha do Webb revela estrutura mais detalhada da nebulosa e permite observar diferentes componentes de sua formação.

    Telescópio Espacial James Webb – Imagem: Northrop Grumman
    Telescópio Espacial James Webb – Imagem: Northrop Grumman — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    No centro está o remanescente da estrela que deu origem à nebulosa. Embora pareça um pequeno ponto no meio do “rosto” do leão, trata-se de uma anã branca extremamente quente , cuja radiação continua alterando o material ao seu redor.

    A radiação também está destruindo a poeira que encontra pelo caminho. Ao mesmo tempo, alguns filamentos conseguem sobreviver à intensa radiação da estrela.

    A NASA explica que a bolha de gás continua se expandindo e modificando a nebulosa. Entender por que esse gás apresenta estrutura tão complexa, com anéis e conchas, é um dos desafios que ainda intrigam os astrônomos.

    Ilustração do Telescópio Espacial James Webb no espaço
    Ilustração do Telescópio Espacial James Webb no espaço — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Uma das características mais marcantes da imagem é a estrutura que lembra a juba do animal. Segundo a NASA, essa região corresponde ao interior de uma concha de poeira iluminada pela anã branca central.

    Os pequenos aglomerados que parecem tufos de pelos ou caudas de cometas são, na verdade, concentrações compactas de poeira .

    Esses aglomerados conseguiram resistir à radiação emitida pelo núcleo estelar e funcionam como uma espécie de proteção para o material localizado atrás deles.

    Rodrigo Mozelli
    Rodrigo Mozelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O Webb consegue destacar essas estruturas graças à sua observação no infravermelho. Embora a aparência geral da nebulosa seja semelhante à registrada anteriormente pelo Hubble, as novas observações evidenciam aglomerados compactos de poeira e uma névoa de gás ionizado.

    A imagem, portanto, não mostra apenas uma formação com aparência curiosa. Ela registra diferentes etapas da interação entre a radiação da estrela moribunda e o material que ela própria lançou ao espaço.

    A estrutura atual da Nebulosa do Leão levou milhares de anos para se formar e o processo ainda está acontecendo.

    Telescópio Espacial James Webb – Imagem: Northrop Grumman
    Telescópio Espacial James Webb – Imagem: Northrop Grumman — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A NASA descreve as imagens do Webb como uma espécie de registro congelado no tempo de uma transformação que continua ocorrendo.

    “As imagens do Webb ‘congelam’ esta nebulosa planetária no tempo, embora a morte da estrela e seus efeitos tumultuados continuem”, explica a NASA.

    O processo, porém, não será permanente. O gás e a poeira continuarão se afastando do núcleo estelar e a nebulosa acabará se dissipando.

    Os astrônomos estimam que a Nebulosa do Leão deverá desaparecer em aproximadamente dez mil anos , intervalo extremamente curto quando comparado às escalas de tempo da astronomia.

    Nebulosas planetárias como a NGC 2392 também são importantes porque ajudam os astrônomos a compreender o destino de estrelas de massa semelhante à do Sol.

    Estrelas muito mais massivas terminam suas vidas em explosões de supernova, mas esses eventos são relativamente raros. A maioria das estrelas do Universo possui massas menores e passa por processo diferente ao chegar ao fim de sua existência.

    Em vez de explodirem, essas estrelas liberam suas camadas externas, que se transformam em estruturas de gás e poeira. O núcleo restante se torna uma anã branca extremamente quente. No caso da Nebulosa do Leão, é justamente essa anã branca que continua impulsionando a transformação da nebulosa.

    A estrela central, portanto, não apenas deixou para trás a estrutura que hoje vemos na imagem: ela continua sendo responsável por moldá-la e destruí-la ao mesmo tempo . As novas observações do Webb permitem acompanhar esse processo com um nível de detalhe que não estava disponível nas imagens anteriores.

    O resultado é um retrato de uma estrela em seus últimos estágios de evolução e, ao mesmo tempo, de uma nebulosa que está lentamente desaparecendo.

    A Nebulosa do Leão ainda parece estar rugindo na imagem do Webb. Mas, em termos astronômicos, seu rugido tem prazo para acabar.

    Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/11/ciencia-e-espaco/james-webb-revela-rosto-de-leao-em-nebulosa-que-esta-desaparecendo/.

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    Telescópio Espacial James Webb – Imagem: Northrop Grumman — Foto: Olhar Digital

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