Tecnologia

    James Webb encontra água em um dos lugares mais extremos do Universo

    James Webb encontra água a 0,55 ano-luz do buraco negro no centro da Via Láctea, em uma região marcada por intensa radiação O post James Webb encontra água em um dos lugares mais extremos do Universo apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    14 de agosto de 2026 às 16:04
    James Webb encontra água em um dos lugares mais extremos do Universo
    Foto: Olhar Digital

    O telescópio espacial James Webb encontrou água e poeira cósmica ao redor da estrela IRS 3, a 0,55 ano-luz de Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea . O achado chama atenção porque a região é submetida a intensa radiação e abriga uma grande concentração de estrelas.

    A detecção foi feita pelo instrumento MIRI. Para os astrônomos, ela mostra que moléculas e poeira conseguem permanecer próximas a um dos ambientes mais extremos da galáxia, mostra estudo .

    Sagittarius A* tem massa equivalente a cerca de 4 milhões de sóis. A IRS 3 está inserida nesse cenário turbulento e é uma das fontes mais brilhantes em infravermelho do centro galáctico.

    O centro da Via Láctea é um ambiente extremo, mas a água consegue persistir ali. A descoberta veio do telescópio James Webb. Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA
    O centro da Via Láctea é um ambiente extremo, mas a água consegue persistir ali. A descoberta veio do telescópio James Webb. Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A estrela está em uma fase avançada de sua evolução. Como uma gigante do ramo assintótico, perde grandes quantidades de gás e poeira por meio de fortes ventos estelares.

    Os centros galácticos estão entre os ambientes mais extremos, então entender se as estrelas podem continuar enriquecendo seus arredores é uma questão importante.

    Os pesquisadores analisaram o espectro da IRS 3 e fizeram simulações para entender como a luz da estrela atravessa o material ao redor dela. O trabalho revelou uma estrutura de poeira de silicato distribuída em camadas e que se estende por aproximadamente 10 mil unidades astronômicas.

    Perto do buraco negro central da Via Láctea, estrelas antigas ainda liberam material que pode alimentar futuras gerações de estrelas e planetas. – Imagem: McCarthy's PhotoWorks/Shutterstock
    Perto do buraco negro central da Via Láctea, estrelas antigas ainda liberam material que pode alimentar futuras gerações de estrelas e planetas. – Imagem: McCarthy's PhotoWorks/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A temperatura muda drasticamente ao longo desse envoltório:

    A presença de água foi registrada pela primeira vez nessa estrela. A quantidade existente, porém, não pôde ser determinada pelas observações.

    O resultado é particularmente interessante porque a radiação intensa do centro galáctico poderia, em princípio, dificultar a permanência de moléculas. A IRS 3 mostra que isso não acontece necessariamente.

    Telescópio James Webb
    Telescópio James Webb — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    “A detecção de água é especialmente empolgante porque mostra que material molecular pode sobreviver em um ambiente dominado por intensa radiação”, disse Macarena Garcia Marin, coautora do estudo e astrônoma da Agência Espacial Europeia.

    Água e poeira participam da química ligada à formação de estrelas e planetas. O material liberado pela IRS 3 pode, em algum momento, integrar novas gerações desses objetos.

    A observação sugere que estrelas envelhecidas ainda conseguem liberar material para o espaço mesmo tão perto de um buraco negro supermassivo. Isso ajuda a explicar como moléculas e poeira podem ser recicladas nos centros das galáxias.

    Via Láctea
    Via Láctea — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Mais do que encontrar água em um lugar inesperado, o Webb registrou uma etapa desse ciclo de matéria em uma das regiões mais hostis da Via Láctea.

    Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

    Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Bruno Capozzi
    Bruno Capozzi — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O centro da Via Láctea é um ambiente extremo, mas a água consegue persistir ali. A descoberta veio do telescópio James Webb. Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA
    O centro da Via Láctea é um ambiente extremo, mas a água consegue persistir ali. A descoberta veio do telescópio James Webb. Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Perto do buraco negro central da Via Láctea, estrelas antigas ainda liberam material que pode alimentar futuras gerações de estrelas e planetas. – Imagem: McCarthy's PhotoWorks/Shutterstock
    Perto do buraco negro central da Via Láctea, estrelas antigas ainda liberam material que pode alimentar futuras gerações de estrelas e planetas. – Imagem: McCarthy's PhotoWorks/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/14/ciencia-e-espaco/james-webb-encontra-agua-em-um-dos-lugares-mais-extremos/.

    Imagem 1
    1 / 8

    O centro da Via Láctea é um ambiente extremo, mas a água consegue persistir ali. A descoberta veio do telescópio James Webb. Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA — Foto: Olhar Digital

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)