Itamaraty: sobe para 40 o número de brasileiros mortos na guerra da Ucrânia
Novo balanço informado pelo Itamaraty reúne dados dos governos russo e ucraniano. Número de brasileiros que se alistaram é desconhecido

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) registra 40 brasileiros mortos e outros 108 classificados como “desaparecidos em combate” na guerra entre Rússia e Ucrânia. Os números atualizados foram informados pelo Itamaraty ao Metrópoles nesta terça-feira (13/10), e consideram cidadãos que lutavam pelos dois lados do conflito.
Do total de mortos, 38 combatiam pelo Exército ucraniano e dois estavam do lado russo . Entre os desaparecidos em combate, 98 estavam vinculados às forças ucranianas e 10 às russas . Segundo o ministério, os dados são resultado de comunicações oficiais dos governos dos dois países ao Brasil.
A classificação “missing in action” (MIA), utilizada pelas autoridades para identificar pessoas desaparecidas em combate, não significa necessariamente que a morte tenha sido confirmada. Por isso, os números de mortos e desaparecidos são contabilizados separadamente.

O balanço mais recente representa um aumento em relação aos dados anteriormente divulgados pelo Itamaraty, que registrava 38 brasileiros mortos e 102 desaparecidos. Naquele levantamento, o ministério também informou não dispor de estatísticas sobre o total de cidadãos brasileiros que se alistaram para lutar na guerra.
Em resposta ao Metrópoles , o Itamaraty informou que as embaixadas brasileiras em Kiev, na Ucrânia, e em Moscou, na Rússia, mantêm interlocução com as autoridades locais para acompanhar a situação dos brasileiros alistados.
De acordo com a pasta, esse contato permite comunicar às famílias os casos de morte e desaparecimento, respeitando as limitações de tempo e logística impostas pelo cenário de guerra. As representações diplomáticas também prestam assistência consular aos brasileiros envolvidos no conflito, embora o atendimento seja limitado pelas condições de segurança.

Entre as medidas possíveis, o ministério cita o fornecimento de pequenos auxílios a cidadãos em situação de vulnerabilidade. A pasta, no entanto, não detalhou quantas famílias foram comunicadas nem quantos brasileiros receberam esse tipo de assistência.
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A chancelaria brasileira afirma que alerta os brasileiros sobre os riscos de segurança na Ucrânia desde maio de 2025 . Naquele mês, publicou orientação consular que desaconselhava viagens às regiões próximas às frentes de combate.

Em julho de 2025, o ministério divulgou um alerta específico sobre a participação de brasileiros em conflitos armados em outros países. O documento foi atualizado em setembro de 2026 e passou a recomendar expressamente a recusa de ofertas de trabalho ou de ingresso em exércitos estrangeiros.
A orientação também ressalta que o governo brasileiro não tem obrigação de custear passagens ou o retorno de cidadãos que estejam no exterior. A assistência consular pode ser severamente limitada pelas condições dos contratos firmados pelos combatentes e pelo contexto do conflito.
O ministério ainda adverte que brasileiros podem responder judicialmente por crimes cometidos no exterior que estejam sujeitos à jurisdição brasileira em razão de tratados ou convenções internacionais dos quais o país seja signatário.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/itamaraty-sobe-para-40-o-numero-de-brasileiros-mortos-na-guerra-da-ucrania.

Arte/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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