Israel diz que ministro de Hitler está 'aplaudindo do inferno' entrega do Nobel a jurista da ONU; veja reações
O governo de Binyamin Netanyahu criticou nesta sexta-feira (9) a concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista Navi Pillay, afirmando que a decisão legitimava o "ódio contra Israel" e que Joseph Goebbels, ministro de propaganda nazista, deveria estar "aplaudindo do inferno". Leia mais (10/09/2026 - 09h01)

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O governo de Binyamin Netanyahu criticou nesta sexta-feira (9) a concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista Navi Pillay, afirmando que a decisão legitimava o "ódio contra Israel" e que Joseph Goebbels, ministro de propaganda nazista, deveria estar "aplaudindo do inferno".

A jusris sul-africana liderou uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas) que, no ano passado, concluiu que ISrael havia cometido genocídio contra os palestinos .Tel Aviv nega as acusações e, na época, classificou o documento como escandaloso.
"Agora que o Comitê Nobel premiou a maior mentira do século 21, Joseph Goebbels sem dúvida estará aplaudindo do inferno", publicou o Ministério das Relações Exteriores de Israel no X. A pasta afirmou que a entrega do prêmio legitima o "ódio anti-Israel"
Por outro lado, a escolha de Pillay foi celebrada por órgãos internacionais como as Nações Unidas e o Tribunal Penal Internacional, onde ela atuou por anos. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, parabenizou a jurista pela distinção e afirmou que a escolha é uma "homenagem à coragem, à integridade e ao compromisso de toda uma vida com a justiça".

O chefe do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que o prêmio representa uma vitória coletiva para os direitos humanos e para todos aqueles que buscam justiça e responsabilização.
Türk, que trabalhou em estreita colaboração com Pillay durante o mandato dela como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, de 2008 a 2014, descreveu a premiada como "a personificação do direito internacional".
Francesca Albanese , relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, também celebrou a escolha. A advogada italiana, declarada persona non grata por Israel, tem sido uma das principais vozes críticas à campanha militar de Israel.

O Tribunal Penal Internacional, onde Pillay atuou como juíza, também comemorou a decisão. Para a presidente da corte, Tomoko Akane, o Nobel é um reconhecimento importante do papel vital da justiça internacional como pilar de uma paz duradoura. Akane destacou que, em um momento de profundos desafios à ordem jurídica internacional e ao Estado de Direito, o reconhecimento assume um significado especial.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/nobel-da-paz-a-navi-pillay-e-celebrado-por-onu-e-criticado-por-israel-veja-repercussao.shtml.

Ilustração da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, Navanethem “Navi” Pillay, no Instituto Nobel Norueguês, em Oslo - Javad Parsa - 9.out.26/via Reuters · Javad Parsa - 9.out.26/via Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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