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    Israel avança com plano que pode impossibilitar solução de dois Estados

    Governo israelense apresentou um projeto de assentamentos na Cisjordânia ocupada, que é condenado internacionalmente

    CNN Brasil
    20 de agosto de 2026 às 21:49
    Israel avança com plano que pode impossibilitar solução de dois Estados
    Foto: CNN Brasil

    O governo israelense apresentou um plano de assentamentos na Cisjordânia ocupada, condenado internacionalmente, que poderia dividir o território e “enterrar” a possibilidade de uma solução de dois Estados.

    O Ministério da Habitação de Israel publicou um edital convidando licitantes para a construção de mais de 1.200 unidades habitacionais em E1, perto de Jerusalém, com o objetivo de criar um bloco contínuo de assentamentos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.

    O assentamento dividiria a Cisjordânia em norte e sul, impossibilitando a criação de um Estado palestino contíguo, além de separar Jerusalém Oriental – considerada a capital de tal Estado – do restante do território.

    Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun · • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun
    Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun · • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    As propostas para a construção devem ser entregues uma semana antes das eleições israelenses , no final de outubro.

    “Esta é uma manobra de última hora que faz parte da política de terra arrasada que o governo está implementando no final de seu mandato para garantir longos anos de conflito e derramamento de sangue para Israel”, afirmou a organização israelense Peace Now, que monitora os assentamentos, em um comunicado divulgado na terça-feira (18).

    Durante anos, Israel atrasou intencionalmente qualquer planejamento ou construção na área E1 devido às fortes críticas e pressões internacionais. Mas o atual governo israelense, sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu , acelerou drasticamente a aprovação de assentamentos na Cisjordânia, mesmo com a imposição de sanções por países ocidentais a indivíduos ligados ao movimento de colonização.

    Ministro de Israel mostra futuro centro de enforcamento para palestinos
    Ministro de Israel mostra futuro centro de enforcamento para palestinos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em maio, diversos países ocidentais, incluindo Canadá, Austrália e Alemanha, alertaram empresas contra a participação na construção de assentamentos na Cisjordânia e na área E1 devido às “consequências legais e de reputação”.

    Em uma declaração conjunta nesta quinta-feira, os líderes da França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Noruega e Holanda reiteraram esse alerta, afirmando: “Em um momento de grave instabilidade na Cisjordânia, com níveis sem precedentes de violência de colonos contra civis e sérias restrições à economia palestina, essa decisão é ainda mais preocupante.”

    Israel deu a aprovação final ao plano E1 no ano passado, com o ministro das Finanças de ultradireita, Bezalel Smotrich, afirmando: “O Estado palestino está sendo apagado da mesa de negociações, não com slogans, mas com ações.”

    Israel e Turquia sobem o tom sobre a Síria após bombardeio a base aérea
    Israel e Turquia sobem o tom sobre a Síria após bombardeio a base aérea — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, classificou a decisão de avançar com os planos como um “ato inaceitável e destrutivo”. Ameaçando com sanções e outras medidas em resposta, ele afirmou em um comunicado que “o Reino Unido não ficará de braços cruzados enquanto a solução de dois Estados é destruída”.

    Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rebateu, dizendo na rede social X: “É absurdo que o Reino Unido dê lições ao povo judeu sobre onde eles podem viver em sua pequena pátria histórica”.

    Todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada são considerados ilegais sob o direito internacional pela maior parte da comunidade internacional e pelas Nações Unidas , mas os colonos conseguiram estabelecer dezenas de postos avançados não autorizados nos últimos anos e, eventualmente, obtiveram a aprovação do governo israelense.

    Análise: Novas investidas de Israel em Gaza geram tensão com Estados Unidos
    Análise: Novas investidas de Israel em Gaza geram tensão com Estados Unidos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Riyad Mansour, embaixador palestino nas Nações Unidas, afirmou que a decisão de Israel de prosseguir com a construção da E1 é “extremamente perigosa, irresponsável e ameaçadora”. Em entrevista à CNN , ele declarou enfaticamente: “Isso precisa ser interrompido”.

    O governo egípcio também criticou duramente as novas licitações israelenses e pediu à comunidade internacional que interrompa os planos. “O Egito expressa sua completa rejeição às tentativas de consolidar uma política de fato consumado por meio da expansão ilegal de assentamentos e da alteração do status jurídico e da composição demográfica do território palestino ocupado, o que mina as chances de implementação da solução de dois Estados”, afirmou o governo egípcio em comunicado.

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    Ministro de Israel mostra futuro centro de enforcamento para palestinos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Israel e Turquia sobem o tom sobre a Síria após bombardeio a base aérea — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Análise: Novas investidas de Israel em Gaza geram tensão com Estados Unidos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/israel-avanca-com-plano-que-pode-impossibilitar-solucao-de-dois-estados/.

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    Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun · • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun — Foto: CNN Brasil

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