Israel afirma que consolidou 'zona de segurança' no sul do Líbano após novo avanço
Israel afirmou nesta sexta-feira (4) que consolidou a "zona de segurança" que ocupa no sul do Líbano após tomar uma colina que servia de posição estratégica para o grupo Hezbollah . Leia mais (09/04/2026 - 10h04)

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Israel afirmou nesta sexta-feira (4) que consolidou a "zona de segurança" que ocupa no sul do Líbano após tomar uma colina que servia de posição estratégica para o grupo Hezbollah .

O Exército anunciou na véspera que havia assumido o controle da colina de Ali Taher, localizada ao norte do rio Litani e no limite da área ocupada por Israel. O local havia se tornado uma das regiões mais disputadas na guerra entre Tel Aviv e o grupo xiita pró-Irã, apesar do cessar-fogo anunciado em junho.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o avanço "marca a conclusão da fase de consolidação do controle na zona de segurança" no sul do país vizinho.
Segundo Tel Aviv , o Hezbollah havia construído túneis na região para lançar drones e mísseis contra posições militares israelenses no sul do Líbano e contra o norte de Israel, do outro lado da fronteira.

O Exército agora vai concluir a "neutralização" dos túneis e manter o controle da colina para impedir que o grupo volte a se estabelecer na área, disse Katz. "Israel não vai se retirar da zona de segurança no Líbano até que o Hezbollah seja desarmado", afirmou ainda o ministro.
Os militares disseram que alguns combatentes do Hezbollah foram "eliminados", enquanto outros fugiram.
O Hezbollah não havia comentado a situação na colina até a publicação deste texto, e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente a situação. Acredita-se que o grupo muçulmano xiita tenha construído um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas dentro da montanha.

O Irã havia advertido os Estados Unidos no mês passado de que responderia com força a um ataque israelense contra as posições de seus aliados do Hezbollah dentro da colina.
Israel ampliou sua presença militar em grandes áreas do sul do Líbano desde que lançou uma campanha militar contra o Hezbollah em março, após o grupo xiita atacar o país vizinho em retaliação à guerra no Irã .
Nesta sexta-feira, autoridades israelenses transferiram quatro pessoas detidas em Israel para o Líbano, por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Um homem libanês havia sido libertado na quinta-feira.

A libertação faz parte de medidas de construção de confiança acordadas nas negociações entre Líbano e Israel, mediadas pelos EUA. Tel Aviv afirmou que nenhum dos cinco detidos tinha sido identificado como integrante de Hezbollah.
Um comitê libanês que defende os cidadãos sob custódia israelense afirma que Israel deteve dezenas de pessoas dentro do Líbano nos últimos seis meses. Algumas foram libertadas após dias ou semanas; outras permanecem sob custódia.
O CICV afirmou nesta sexta-feira que não tem acesso a nenhuma pessoa detida por Israel desde outubro de 2023. "Muitas famílias no Líbano ainda esperam respostas sobre o destino de entes queridos que podem estar detidos, mortos ou cujo paradeiro permanece desconhecido", afirmou o comitê.
O presidente libanês, Joseph Aoun, disse que os libertados nesta semana faziam parte de um "primeiro grupo", indicando que outras pessoas podem ser libertadas.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu , afirmou que o Líbano devolveria a Israel os restos mortais de figuras judias mortas no país na década de 1980. Não foram divulgados os nomes nem um prazo para a transferência.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/israel-afirma-que-consolidou-zona-de-seguranca-no-sul-do-libano-apos-novo-avanco.shtml.

Fumaça é avistada após ataques israelenses contra os arredores da colina de Ali al-Taher, no sul do Líbano - 14.ago.26/AFP · 14.ago.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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