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    Irã pode “prolongar guerra” até Trump sair do cargo, diz guarda do país

    Assessor da Guarda Revolucionária afirma estratégia para causar desgaste e garantir segurança nacional, mirando no próximo mandato presidencial

    CNN Brasil
    12 de agosto de 2026 às 16:22
    Irã pode “prolongar guerra” até Trump sair do cargo, diz guarda do país
    Foto: CNN Brasil

    O Irã poderia “prolongar” a guerra com os Estados Unidos até que o presidente Donald Trump deixe o cargo, afirmou um importante assessor do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

    “Precisamos alcançar a dissuasão para que o inimigo nunca ouse nos atacar, para que possamos viver em segurança”, disse Mohammad Reza Naqdi à rede de televisão americana PBS em uma entrevista publicada na terça-feira (11).

    “Uma maneira é prolongar esta guerra até o próximo mandato presidencial e causar desgaste, para que, se alguém quiser atacar o Irã, saiba que haverá consequências.”

    Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 202
    Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 202 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Naqdi atuou como vice-coordenador da Guarda Revolucionária Islâmica de 2019 a 2025, um cargo de alto escalão responsável pela coordenação em toda a organização.

    Atualmente, ele é assessor sênior do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, uma posição que confere menos autoridade de comando, mas que provavelmente preserva o acesso à cúpula da organização.

    Questionado se acredita que o Irã está atualmente no controle da guerra, Naqdi respondeu: “Certamente, a vitória está do nosso lado.”

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    Trump volta a dizer que os EUA controlam o Estreito de Ormuz — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Washington está conduzindo uma “guerra sem estratégia”, declarou ele. “A cada dois ou três dias, eles anunciam um novo objetivo, incluindo a invasão da Ilha de Kharg e a reabertura do Estreito de Ormuz”, continuou o assessor.

    “Quanto mais essa guerra durar, mais experiência ganharemos. Nunca tínhamos visto uma guerra de verdade para adquirir experiência real e aprender a lutar contra os Estados Unidos. Nestes cinco meses, aprendemos como”, acrescentou Naqdi. “Também vimos como as forças armadas americanas são mais fracas do que imaginávamos.”

    O assessor discutiu o bombardeio de navios no Estreito de Ormuz, afirmando que, se as embarcações estão navegando por uma área fora do controle do Irã, “pode ser que estejam transportando suprimentos para o inimigo”.

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    EUA e Irã estão perto de "algum tipo" de acordo, diz ministro do Paquistão — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Sobre mísseis , Naqdi disse que o Irã fabrica mais dessas armas do que usa diariamente.

    “Se chegar o dia em que o Irã não tiver mais mísseis, aí sim seremos ainda mais perigosos para os Estados Unidos. Porque os Estados Unidos têm milhares de interesses econômicos em todo o mundo, e todos eles podem ser facilmente destruídos”, declarou ele.

    No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

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    Trump diz que Irã terá que pagar indenização por pessoas que matou — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

    Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

    Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump volta a dizer que os EUA controlam o Estreito de Ormuz
    Trump volta a dizer que os EUA controlam o Estreito de Ormuz — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

    Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociaçõe s não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

    O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

    EUA e Irã estão perto de
    EUA e Irã estão perto de — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O que é a Guarda Revolucionária do Irã, designada como terrorista pela UE?

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    Trump diz que Irã terá que pagar indenização por pessoas que matou — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ira-pode-prolongar-guerra-ate-trump-sair-do-cargo-diz-guarda-do-pais/.

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    Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 202 — Foto: CNN Brasil

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