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    Irã condena à morte mulher que teria postado 'blasfêmia' em redes sociais, dizem ONGs

    Najmeh Amini, 23, também foi sentenciada a mais de 12 anos por suposta propaganda contra o regime persa

    UOL
    14 de outubro de 2026 às 21:00
    Irã condena à morte mulher que teria postado 'blasfêmia' em redes sociais, dizem ONGs
    Carro em chamas intenso em via urbana à noite, com fumaça densa e faíscas. Pessoas e veículos próximos, algumas pessoas observam a cena. Luzes de postes e faróis iluminam o local. — Foto: UOL

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    Grupos de direitos humanos iranianos denunciam e pedem a reversão da sentença de morte dada à jovem Najmeh Amini, 23, detida na Penitenciária Central de Mashhad. Ela teria sido condenada à morte, segundo a imprensa local, por "insultar" líderes religiosos, e também é alvo de uma condenação a 12 anos de prisão por suposta propaganda contra o regime.

    Carros em chamas em meio a protestos em Teerã, em janeiro - 8.jan.26/Wana via Reuters · 8.jan.26/Wana via Reuters
    Carros em chamas em meio a protestos em Teerã, em janeiro - 8.jan.26/Wana via Reuters · 8.jan.26/Wana via Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Amini teria sido presa após a polícia digital iraniana (Fata) identificar uma publicação da jovem nas redes sociais. O grupo de direitos humanos Iran Human Rights afirmou que um tribunal do país persa rejeitou argumentos da defesa de que a publicação foi um lapso e induzido por um estado de alucinação por substâncias consumidas.

    Ainda segundo a imprensa local, o juiz questionou a defesa de Amini perguntando por que, em tal estado de alucinação a jovem "não insultou outros indíviduos ou os adversários do regime, como os EUA e Israel". O conteúdo da suposta publicação não foi divulgado.

    A agência de notícias Fars, próxima à Guarda Revolucionária , confirmou que uma pessoa chamada Najmeh Amini estava detida na prisão de Mashhad, mas negou que ela tivesse sido condenada à morte.

    Protestos contra crise econômica e regime atraem multidões para ruas do Irã
    Protestos contra crise econômica e regime atraem multidões para ruas do Irã — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Ao jornal britânico The Guardian, Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da Iran Human Rights, sediada em Oslo, na Noruega, afirmou que o caso de Amini deve ser visto como um sério alerta.

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    "Condenar uma jovem à morte pelo que publicou nas redes sociais corre o risco de normalizar o uso da pena de morte contra manifestações pacíficas e ampliar ainda mais sua aplicação", disse ele.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Amiry-Moghaddam afirmou ainda que as autoridades iranianas estavam testando a "tolerância" da comunidade internacional em relação à pena capital. "Se a comunidade internacional não reagir com firmeza agora, casos como este poderão se tornar muito mais comuns", afirmou.

    A jovem foi presa durante os protestos de janeiro deste ano , pouco antes dos ataques de Israel e dos Estados Unidos. Naquele momento, grande manifestações foram duramente reprimidas pelo regime, com milhares de mortes e detenções relatadas por organizações de direitos humanos sediadas fora do país.

    Amini não é a única jovem presa após os protestos e condenada à pena de morte.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Taraneh Rahimi, 21, está no corredor da morte . Sua irmã gêmea, Romina, também foi detida e recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.

    Nos dias 8 e 9 de janeiro, as duas jovens, então com 20 anos, juntaram-se a milhares de pessoas em manifestações na cidade de Isfahan, no centro do país.

    Segundo a Anistia Internacional, o regime iraniano executou 34 pessoas por conexões com os protestos desde janeiro. De acordo com a ONG Iran Human Rights, execuções por blasfêmia, como é o caso de Amini, são raras no país; as últimas registradas ocorreram em maior de 2023.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/ira-condena-a-morte-mulher-que-teria-postado-blasfemia-em-redes-sociais-dizem-ongs.shtml.

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    Carros em chamas em meio a protestos em Teerã, em janeiro - 8.jan.26/Wana via Reuters · 8.jan.26/Wana via Reuters — Foto: UOL

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