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    Irã ameaça ampliar guerra com os EUA e diz estar pronto para conflito prolongado

    Majid Saeedi/Getty Images Europe " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/466961327.jpg?fit=1024%2C683&quality=70&strip=all" />Autoridade iraniana afirma que Teerã intensificará contra-ataques se Washington mantiver ofensiva contra seu território e petroleiros; tensão impulsiona petróleo acima de US$ 100 The post Irã ameaça ampliar guerra com os EUA e diz estar pronto para conflito prolongado appeared first on InfoMoney .

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    9 de setembro de 2026 às 18:41
    Irã ameaça ampliar guerra com os EUA e diz estar pronto para conflito prolongado
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    O Irã está preparado para uma guerra mais intensa e ampliará seus contra-ataques caso os Estados Unidos continuem atacando seu território e sua infraestrutura, segundo uma autoridade graduada da República Islâmica.

    Teerã não tem intenção de recuar diante do bloqueio naval imposto pelos EUA nem dos ataques contra seus petroleiros, afirmou a autoridade, que pediu anonimato por tratar de assuntos sensíveis. Embora a pressão econômica esteja aumentando, a liderança iraniana vê o conflito com os Estados Unidos como uma ameaça existencial, o que deixa poucas alternativas além de continuar lutando.

    Segundo a mesma fonte, o Irã vem reconstruindo suas capacidades militares desde o período mais intenso da guerra, encerrado em abril, e possui mísseis suficientes para sustentar um conflito prolongado.

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    As declarações surgem em um momento em que não há sinais de redução das hostilidades entre os dois países, que já entram no sétimo mês de guerra. Durante a madrugada, Washington informou que um de seus navios de guerra precisou desviar de um ataque iraniano e que, em resposta, destruiu cinco petroleiros da República Islâmica.

    Posteriormente, Teerã lançou cerca de 20 mísseis contra uma base aérea na Jordânia utilizada pelos EUA e atacou mais navios da Marinha americana, além de embarcações comerciais.

    Em publicação no X, o Centcom classificou como “completamente falsa” a alegação de Teerã

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    Nesta quarta-feira, a agência semioficial iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas próximo à costa de Jask, perto do Estreito de Ormuz, por volta das 19h20 no horário local, um episódio que pode indicar novos ataques americanos.

    A troca de ataques impulsionou os preços da energia. O petróleo Brent superou os US$ 100 por barril nesta quarta-feira, acumulando alta de cerca de 65% em 2026. Nos Estados Unidos, o diesel atingiu preço recorde na semana passada, ampliando a pressão sobre o presidente Donald Trump para encerrar um conflito impopular entre os eleitores antes das eleições legislativas de 3 de novembro.

    Segundo Dina Esfandiary, da Bloomberg Economics, muitos líderes iranianos acreditam que o governo Trump responde apenas a ameaças e escaladas do conflito. Eles também avaliam que a Casa Branca está mais sensível a uma guerra intensificada às vésperas das eleições de meio de mandato.

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    Nesta semana, o novo chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaee, declarou que a postura militar do país em relação aos navios e bases americanas foi “fundamentalmente recalibrada”, sinalizando uma abordagem mais agressiva.

    Já Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país nas tentativas anteriores de cessar-fogo, afirmou que a era das “respostas proporcionais” chegou ao fim.

    A guerra começou no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã. Desde então, o conflito evoluiu para um impasse, com ambos os lados disputando o controle do Estreito de Ormuz. Não há negociações oficiais de paz há meses e há poucos indícios de retomada do diálogo.

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    Os Estados Unidos, preocupados com uma nova disparada dos combustíveis e após consumirem uma parte relevante de seus mísseis interceptadores, tentam evitar o retorno aos combates em larga escala vistos em março e abril. Em vez disso, Washington busca pressionar a economia iraniana por meio do bloqueio e de ameaças a governos e empresas que mantenham relações com Teerã.

    O objetivo é forçar o Irã a reabrir totalmente o Estreito de Ormuz e retomar as negociações para encerrar a guerra.

    Teerã, por sua vez, insiste que tem o direito de administrar o tráfego na rota marítima estratégica e continua mirando embarcações que transitam pela região sem sua autorização, aumentando o risco de uma escalada ainda maior.

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    O bloqueio já afeta fortemente a economia iraniana. Com dificuldades para exportar petróleo e importar bens essenciais, a inflação se aproxima de 90% e o rial sofre forte desvalorização. A deterioração econômica provocou protestos em massa no fim do ano passado, reprimidos pelas autoridades com milhares de mortos.

    A autoridade iraniana reconheceu o agravamento da crise econômica, mas afirmou que os líderes do país acreditam não ter alternativa além de continuar a guerra até que estejam convencidos de que Washington não voltará a atacá-los no futuro.

    Alguns integrantes do governo iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, defendem negociações com os EUA para aliviar a pressão econômica. Ainda assim, eles afirmam que a Casa Branca precisa primeiro suspender o bloqueio e retornar aos termos do Memorando de Entendimento firmado em junho, um acordo de cessar-fogo que rapidamente entrou em colapso.

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    “Há um debate entre as elites políticas sobre escalar o conflito ou apenas resistir”, afirmou Esfandiary. “Apesar dessa discussão, o Irã está acelerando e aprimorando suas formas de retaliação, sugerindo que desenvolveu um conjunto de respostas para diferentes níveis de escalada americana. O objetivo é impor custos maiores aos Estados Unidos.”

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mundo/ira-ameaca-ampliar-guerra-com-os-eua-e-diz-estar-pronto-para-conflito-prolongado/.

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