Economia

    Irã adverte contra cooperação de países com os EUA e promete combater sanções

    Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei (Reprodução: Wikipedia) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Press_Conference_of_Esmail_Baghaei_22_Mehr_15_April_2026_cropped.jpg?fit=641%2C853&quality=70&strip=all" />Baghaei disse que Teerã atacará bases americanas em países europeus caso a União Europeia participe de agressões contra o Irã The post Irã adverte contra cooperação de países com os EUA e promete combater sanções appeared first on InfoMoney .

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    24 de agosto de 2026 às 12:45
    Irã adverte contra cooperação de países com os EUA e promete combater sanções
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    Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei (Reprodução: Wikipedia)

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (24) que “qualquer cumplicidade” em ajudar os Estados Unidos a executar seu bloqueio econômico contra a República Islâmica “certamente terá consequências”, e enfatizou que a campanha de pressão econômica de Washington fracassará.

    Em coletiva de imprensa, Baghaei disse que Teerã atacará bases americanas em países europeus caso a União Europeia participe de agressões contra o Irã. Ele também afirmou que a visita do ministro das Relações Exteriores de Omã ao país não está relacionada à do chefe do Exército do Paquistão, ressaltando que as duas agendas apenas coincidiram no tempo.

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    As ameaças de retaliação ocorrem no momento em que o governo Trump se prepara para anunciar novas sanções que, segundo autoridades americanas, serão um “Dia D econômico”.

    A moeda do Irã renovou a mínima recorde nesta segunda-feira, enquanto Washington se prepara para anunciar novas sanções que, segundo autoridades americanas, serão um “Dia D econômico” e devem ampliar a pressão sobre uma economia já castigada por medidas anteriores e por um bloqueio naval dos EUA.

    O rial caiu para 2,02 milhões por dólar na abertura das negociações em mercados informais de câmbio. A cotação oficial do Banco Central do Irã estava em cerca de 1,5 milhão de riais por dólar, mas é a taxa informal que a maioria dos iranianos paga.

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    A moeda já vinha sob pressão antes do ataque de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, em um cenário de inflação de dois dígitos e crescimento negativo. Desde então, vem renovando sucessivas mínimas históricas, à medida que quase seis meses de guerra cobram um custo ainda maior.

    Apesar disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, não conseguiu obter concessões do Irã, que mantém forte controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz, a via estratégica por onde, antes do início da guerra, transitava livremente um quinto do petróleo negociado no mundo. Durante o conflito, ataques e ameaças iranianas têm prejudicado severamente esse fluxo.

    Irã e Omã, país do outro lado do estreito, estariam nas etapas finais de um acordo para um plano de gestão conjunta da hidrovia. Segundo autoridades regionais, a proposta incluiria a entrada de navios no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano e a saída por uma rota controlada por Omã.

    Trump tem sido duro com Omã, aliado dos EUA, e chegou a ameaçar bombardear o país se ele “atrapalhar”.

    O ministro das Relações Exteriores de Omã deverá visitar o Irã na terça-feira para novas conversas.

    Na tentativa de romper o impasse com o Irã, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu anunciar sanções ainda mais duras do que as já em vigor, incluindo sanções secundárias contra países que continuem a fazer negócios com o Irã.

    “O presidente Trump devastou a economia do Irã a um ponto em que o rial nunca esteve tão fraco e a inflação raramente foi tão alta”, escreveu Bessent no domingo, em artigo de opinião no Financial Times . “O último refúgio do regime agora está no autoengano de nações temerosas que ainda acreditam que acomodar a agressão pode garantir uma paz duradoura.”

    Na semana passada, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão suspender todo o comércio com o Irã. Trump havia telefonado para o líder do país, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, no dia anterior ao anúncio.

    Os Emirados são, há muito, um dos maiores parceiros comerciais do Irã e sua principal fonte de importações, além de um importante centro de reexportação e financeiro para empresas iranianas.

    Após as declarações de Bessent, Mohsen Rezaei, líder linha-dura do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse, em publicação no X, que o apoio de qualquer país a novas medidas econômicas americanas seria visto como um “ato de guerra”. Fonte: Associated Press.

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