Alagoas

    Iprev aplicou R$ 51,5 mi no Nest Eagle, fundo questionado por órgãos de controle

    O caso dos investimentos do Iprev de Maceió ganha uma nova frente. Além dos R$ 97 milhões aplicados em Letras Financeiras do Banco Master que estão sob investigação da Polícia Federal, o instituto municipal também colocou R$ 51,48 milhões no Nest Eagle, fundo imobiliário que passou a ser questionado por órgãos de controle em outros estados.Reportagem publicada pelo Estadão no sábado (08/08) mostra que o Nest Eagle recebeu R$ 185,5 milhões de 12 institutos estaduais e municipais de previdência. Entre eles está o Iprev de Maceió. Pelos valores já divulgados sobre a aplicação da capital alagoana,

    Gazeta de Alagoas
    12 de agosto de 2026 às 08:00
    Iprev aplicou R$ 51,5 mi no Nest Eagle, fundo questionado por órgãos de controle
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    O caso dos investimentos do Iprev de Maceió ganha uma nova frente. Além dos R$ 97 milhões aplicados em Letras Financeiras do Banco Master que estão sob investigação da Polícia Federal, o instituto municipal também colocou R$ 51,48 milhões no Nest Eagle, fundo imobiliário que passou a ser questionado por órgãos de controle em outros estados.

    Reportagem publicada pelo Estadão no sábado (08/08) mostra que o Nest Eagle recebeu R$ 185,5 milhões de 12 institutos estaduais e municipais de previdência. Entre eles está o Iprev de Maceió.

    Pelos valores já divulgados sobre a aplicação da capital alagoana, os R$ 51,48 milhões representam cerca de 27,8% de todo o volume investido pelos 12 regimes previdenciários mencionados na reportagem.

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    O maior investidor foi o Rioprevidência, do Rio de Janeiro, com R$ 75 milhões, aproximadamente 40% do total. O fundo fluminense também possui aplicações no Banco Master que já foram alvo de questionamentos e investigações.

    Maceió também aparece entre os maiores aportes Segundo documentos já levados ao Ministério Público de Alagoas e posteriormente à Polícia Federal, o Iprev de Maceió aplicou R$ 51,48 milhões no Nest Eagle. Sindicatos de servidores incluíram essa operação na representação entregue à PF em 18/06.

    A CVM registra o Nest Eagle como fundo imobiliário em funcionamento normal. O administrador é o Banco Daycoval.

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    Considerando os R$ 185,5 milhões informados pelo Estadão, a participação de Maceió é expressiva:

    * Total aplicado pelos 12 RPPS: R$ 185,5 milhões

    * Participação de Maceió no total: cerca de 27,8%

    Os dados indicam que Rio e Maceió, juntos, respondem por aproximadamente R$ 126,5 milhões, ou 68% de todo o dinheiro aplicado no fundo pelos institutos citados na reportagem.

    O Estadão informa ainda que o Nest Eagle teve valorização de apenas 3,72% desde o início de suas operações, enquanto o índice utilizado como referência para o mercado de fundos imobiliários teria avançado cerca de 20% no mesmo período.

    Órgãos de controle já questionaram fundo.

    O Nest Eagle não está sendo questionado apenas por causa de Maceió. Em setembro de 2025, o Ministério Público de Contas de São Paulo pediu fiscalização sobre aproximadamente R$ 25 milhões investidos pelo regime previdenciário de Cajamar. O órgão classificou a operação como pouco usual para o perfil de risco de um RPPS e chamou atenção para a ausência de negociação das cotas no mercado secundário no período analisado.

    Antes disso, em julho de 2025, o MPC-SP já havia pedido acompanhamento sobre outro aporte, de R$ 20 milhões, realizado pelo instituto previdenciário de São Roque.

    Em outra representação, envolvendo Brodowski, o órgão registrou que o Nest Eagle pretendia captar R$ 500 milhões, mas conseguiu apenas R$ 157,8 milhões na primeira emissão, com recursos praticamente todos oriundos de regimes próprios de previdência. Em fevereiro de 2026, o fundo tinha apenas 12 cotistas. ([Ministério Público de Contas][5])

    É preciso separar as duas situações. A investigação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, trata especificamente das Letras Financeiras do Banco Master e de R$ 97 milhões aplicados pelo Iprev em duas operações.

    Não há, até agora, informação de que o Nest Eagle esteja incluído nessa investigação específica. Mas a aplicação de R$ 51,48 milhões no fundo imobiliário já havia sido questionada em Alagoas antes da operação da PF e integrou denúncia apresentada por entidades sindicais à Polícia Federal.

    A Prefeitura de Maceió já afirmou anteriormente que os investimentos no Banco Master e no Nest Eagle obedeceram às normas dos órgãos reguladores.

    A nova informação trazida pelo Estadão acrescenta um dado importante: o investimento de Maceió não ocorreu num fundo amplamente pulverizado entre investidores privados. O Nest Eagle concentrou boa parte de sua captação em regimes públicos de previdência e já provocou questionamentos de órgãos de controle em diferentes estados.

    No caso de Maceió, são R$ 51,48 milhões. Somados aos R$ 97 milhões do Master hoje investigados pela PF e a outros aportes no Master, são quase R$ 170 milhões em operações que, por razões diferentes, passaram a exigir explicações sobre os critérios adotados para investir recursos destinados à previdência dos servidores municipais.

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/edivaldo-junior/iprev-aplicou-r-515-mi-no-nest-eagle-fundo-questionado-por-orgaos-de-controle-928737.

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