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    Iphan aprova tombamento de Capela do Cristo Operário, com obras de Volpi

    O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovou o tombamento da Capela do Cristo Operário, que faz parte do acervo de bens móveis e edifícios remanescentes da antiga Fábrica Unilabor, no Alto do Ipiranga, zona sul de São Paulo. Leia mais (09/23/2026 - 04h02)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 07:02
    Iphan aprova tombamento de Capela do Cristo Operário, com obras de Volpi
    Interior de capela com altar central. Afrescos nas paredes mostram figuras religiosas: à esquerda, homem com manto marrom e branco; ao fundo, figura central com braços abertos vestindo túnica branca e manto vermelho; à direita, homem com há — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovou o tombamento da Capela do Cristo Operário, que faz parte do acervo de bens móveis e edifícios remanescentes da antiga Fábrica Unilabor, no Alto do Ipiranga, zona sul de São Paulo.

    Murais de Alfredo Volpi na Capela do Cristo Operário - Divulgação/Iphan · Divulgação/Iphan
    Murais de Alfredo Volpi na Capela do Cristo Operário - Divulgação/Iphan · Divulgação/Iphan — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão foi tomada em reunião do conselho consultivo do Iphan realizada nesta terça-feira (22). A capela é tombada desde 2004 nas esferas municipal e estadual e agora ganha a proteção federal.

    A capela foi construída em 1950 a partir da adaptação de um armazém industrial antigo e é apontada como o primeiro passo da modernidade na arte e na arquitetura religiosa brasileira.

    A iniciativa foi do frei dominicano João Batista Pereira dos Santos, criador da Unilabor, uma fábrica de móveis que reunia operários em torno de um modelo de produção considerado igualitário, mesclando arte moderna, religião e ação política.

    Capela do Cristo Operário no Alto do Ipiranga, em São Paulo - Divulgação/Iphan · Divulgação/Iphan
    Capela do Cristo Operário no Alto do Ipiranga, em São Paulo - Divulgação/Iphan · Divulgação/Iphan — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo o Iphan, 46 itens fazem parte do inventário de bens móveis e integrados produzidos para o local. Entre eles estão afrescos e vitrais pintados por Alfredo Volpi; projeto paisagístico de Roberto Burle Marx ; vitral da sacristia e peças de marcenaria desenhadas por Geraldo de Barros e fabricadas na Unilabor; e pia batismal, castiçais e seis luminária em cerâmica vitrificada criadas por Elizabeth Nobiling.

    Há ainda a cena bíblica "No Caminho de Emaús", pintada por Yolanda Mohalyi, expoente do abstracionismo no Brasil , e que ficou escondida na sacristia sob camadas de tinta branca durante décadas. A obra foi redescoberta durante a restauração da capela, entre 2006 e 2008.

    Pareceres técnicos usados como embasamento para o processo mostram que a capela funciona como elemento central em torno do qual estão localizadas as antigas oficinas da Unilabor, a casa do capelão (antiga residência do frei João Batista), edifícios de apoio à comunidade e os jardins.

    Casa branca de um andar com telhado de duas águas e porta de madeira ao centro, cercada por vegetação e árvores. Ao fundo, edifício residencial alto de cor clara com várias janelas. Céu azul com poucas nuvens visível acima.
    Casa branca de um andar com telhado de duas águas e porta de madeira ao centro, cercada por vegetação e árvores. Ao fundo, edifício residencial alto de cor clara com várias janelas. Céu azul com poucas nuvens visível acima. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O tombamento é imperioso para que não apenas a comunidade possa praticar sua fé, mas também fomentar o convívio livre e resgatar o que este bem representa como perspectiva de país", disse o arquiteto Eduardo Pierrotti Rossetti , relator do processo de tombamento.

    A conservação será feita em dois níveis: preservação integral da capela, muro, portão frontal e jardim, com recomendação de recuperação do desenho original de Burle Marx; e preservação da volumetria e das fachadas externas, galpões e casa do capelão, com possibilidade de adaptações internas dos edifícios.

    Um estudo anexado ao dossiê técnico propõe limites para novas construções na vizinhança, com o objetivo de evitar que prédios altos projetem sombra sobre a capela, o que pode comprometer a entrada de luz pelos vitrais e provocar problemas de umidade.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Outra restrição prevista é a proibição do uso de estacas cravadas em obras de fundação, tanto no próprio lote como em imóveis vizinhos —medida destinada a proteger a estrutura física frágil da capela.

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    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/iphan-aprova-tombamento-de-capela-do-cristo-operario-com-obras-de-volpi.shtml.

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    Murais de Alfredo Volpi na Capela do Cristo Operário - Divulgação/Iphan · Divulgação/Iphan — Foto: Folha de S.Paulo

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