Economia

    IPCA+ lidera queda no Tesouro Direto após Treasuries baterem máxima de 19 anos

    Notas de reais (Shutterstock) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/06/reais-3.jpg?fit=900%2C600&quality=70&strip=all" />Treasury de 30 anos recuou após atingir 5,323% na terça; investidores aguardam a ata da reunião de julho do Federal Reserve The post IPCA+ lidera queda no Tesouro Direto após Treasuries baterem máxima de 19 anos appeared first on InfoMoney .

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    19 de agosto de 2026 às 12:51
    IPCA+ lidera queda no Tesouro Direto após Treasuries baterem máxima de 19 anos
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    As taxas do Tesouro Direto recuam nesta quarta-feira (19), em movimento de alívio disseminado que acompanha a acomodação dos juros longos nos Estados Unidos. Os títulos atrelados à inflação lideram a queda, com o IPCA+ 2032 saindo de 8,14% na terça-feira para 8,09% nesta manhã, recuo de 5 pontos-base.

    O IPCA+ 2040 caiu de 7,58% para 7,54%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de 7,56% para 7,52%, ambos com 4 pontos-base de queda. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 foi de 7,78% para 7,75%, e o IPCA+ 2050 recuou de 7,30% para 7,28%.

    Nos prefixados, o movimento também foi de queda, ainda que mais contido. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,80% para 14,76%, o Prefixado 2032 recuou de 14,75% para 14,73%, e o Prefixado 2029 teve variação mínima, de 14,31% para 14,30%.

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    O alívio vem depois de uma sequência de sessões de forte pressão nos mercados globais de renda fixa. Na terça-feira, o rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos chegou a 5,323%, maior patamar em 19 anos, antes de recuar para perto de 5,28%. O papel de 10 anos, referência para hipotecas e crédito ao consumidor nos Estados Unidos, cedeu para o entorno de 4,70% nesta quarta.

    A liquidação que vinha pressionando os títulos longos não se limitou aos Estados Unidos. O rendimento dos papéis japoneses de 10 anos atingiu o maior nível em três décadas, os títulos alemães de 30 anos foram ao patamar mais alto desde 2011, e os franceses de mesmo prazo alcançaram máxima pós-2008. O movimento reflete preocupações com a deterioração fiscal em economias desenvolvidas e com a persistência da inflação, além da forte concorrência por capital gerada pelas emissões corporativas ligadas a investimentos em inteligência artificial, que podem somar cerca de US$ 1,5 trilhão neste ano.

    Os investidores agora se voltam para a ata da reunião de julho do Federal Reserve, que será divulgada ainda nesta quarta. Na ocasião, o banco central americano manteve os juros inalterados, mas três dirigentes votaram a favor de uma alta, divisão que o mercado deve examinar em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.

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    No cenário doméstico, a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 avançou no Senado, tema que entra no radar dos investidores pelos possíveis efeitos sobre custos das empresas e sobre o mercado de trabalho.

    Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta quarta-feira (19):

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