IPCA de agosto fica em -0,32%, na primeira deflação do ano
Bônus de Itaipu fez conta de energia reduzir e levar grupo habitação a ter maior deflação (-1,87), puxando índice para resultado negativo

Os preços de bens e serviços do país reduziram -0,32 % em agosto, após subirem 0,07% em julho deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (11/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ). Índice representa a primeira deflação do ano .
A baixa da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos habitação e transportes . O grupo com maior alta foi o de despesas pessoais .
Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,22% , abaixo do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, o índice foi -0,11% . No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a agosto do IPCA, a elevação corresponde a 3,11% .

A meta de inflação para 2026 é de 3% , com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo o IBGE, a maior variação e impacto partiu do grupo habitação , que desacelerou -1,87% , puxado pela energia elétrica residencial. O item recuou 7,63% no mês. O índice verificado em habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real (1994).

A queda na conta de energia foi motivada pelo Bônus de Itaipu. O desconto ocorre após resultado positivo da chamada Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, mecanismo que reúne receitas e custos da operação da hidrelétrica.
No fim de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que iria distribuir cerca de R$ 767,2 milhões em agosto. A retração na conta de energia ocorreu mesmo diante da aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Os outros dois grupos mais importantes que ajudaram a puxar a inflação mensal para o resultado negativo foram transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%).

O recuo em alimentação, com patamar de -0,34%, representou o terceiro maior impacto em agosto, com participação de -0,07 ponto percentual. O destaque foi o subgrupo alimentação no domicílio, com retração de -0,61%.
Mesmo com o resultado negativo no subgrupo, houve altas, casos de: leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).
A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,32%, o que representa embalo na desaceleração frente a julho, quando registrou -0,01%. Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 3,98%, abaixo dos 4,10% dos 12 meses anteriores.
O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais. O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/inflacao-de-agosto-fica-em-032.

iStock — Foto: Metrópoles
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