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    IPCA-15 cai 0,4% em agosto com bônus de Itaipu e tem maior deflação em quatro anos

    O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve deflação em agosto, ao registrar taxa de -0,4%, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (26). Leia mais (08/26/2026 - 09h01)

    Folha de S.Paulo
    26 de agosto de 2026 às 12:01
    IPCA-15 cai 0,4% em agosto com bônus de Itaipu e tem maior deflação em quatro anos
    Ilustração de mãos segurando uma conta de luz. Fundo da imagem é vermelho. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve deflação em agosto, ao registrar taxa de -0,4%, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (26).

    Conta de luz - Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress · Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress
    Conta de luz - Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress · Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O resultado foi puxado para baixo pelo desconto temporário na conta de luz do bônus de Itaipu .

    Passagens aéreas, alimentos e combustíveis também mostraram queda de preços em agosto e ajudaram a baixar o IPCA-15, que havia subido 0,06% em julho .

    A deflação foi a primeira do índice em um ano, desde agosto de 2025 (-0,14%) , e a maior em quatro anos, desde agosto de 2022 (-0,73%).

    Veja a composição do IPCA
    Veja a composição do IPCA — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O IPCA-15 caiu mais do que o previsto pelo mercado financeiro. A mediana das estimativas era de -0,32%, conforme a agência Bloomberg.

    A deflação ocorre quando um índice de preços cai em determinado período. É o contrário de inflação (alta dos preços).

    Em 12 meses, o IPCA-15 acumula aumento. A alta, porém, ficou menor: desacelerou a 4,24% até agosto, após marcar 4,52% até julho.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Com o novo resultado, o índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Isso não ocorria desde abril.

    O IPCA-15 é divulgado antes do IPCA. Por isso, sinaliza uma tendência para o índice oficial de inflação. Uma das diferenças entre os dois é o período de coleta dos preços.

    A apuração do IPCA-15 abrange a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência. No caso de agosto, a coleta foi realizada de 16 de julho a 14 de agosto.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já o levantamento do IPCA ocorre ao longo do mês de referência. Por isso, o resultado de agosto ainda não está fechado. Será divulgado pelo IBGE em 11 de setembro.

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    Economistas esperavam a deflação do IPCA-15 principalmente em razão do bônus de Itaipu, que entrou em vigor em agosto. Trata-se de um alívio pontual que, conforme as projeções, tende a ser revertido já a partir de setembro.

    O bônus é um valor distribuído a milhões de consumidores todo ano após a apuração do saldo de comercialização de energia de Itaipu no ano anterior.

    Na mediana, as projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 apontam alta de 5,02%, conforme o boletim Focus , divulgado pelo BC. A estimativa está acima do teto da meta (4,5%).

    O Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, reduziu a taxa básica de juros para 14% ao ano neste mês. A baixa na Selic foi de 0,25 ponto percentual pela quarta vez seguida.

    Para o Copom, a inflação continua pressionada pela demanda, e esse cenário requer juros em um nível alto o suficiente para frear a economia .

    Apesar do alerta, o comitê reconheceu que a sua política tem gerado efeitos para esfriar a atividade econômica e, assim, conter a inflação .

    Um dos fatores que preocupam no segundo semestre é o fenômeno climático El Niño, que desafia o agronegócio ao alterar a distribuição das chuvas.

    Em caso de perdas no campo, os preços dos alimentos podem ficar mais caros para o consumidor. O evento climático também ameaça pressionar os custos de setores como o de energia .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/ipca-15-cai-04-em-agosto-com-bonus-de-itaipu-e-tem-1a-deflacao-em-um-ano.shtml.

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    Conta de luz - Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress · Gabriel Cabral - 17.set.21/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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