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    Investigação aponta cabo do Exército como fornecedor de armas a facções

    Militar é um dos investigados da Operação Reino Oculto, que apura tráfico interestadual de armas e drogas e lavagem de dinheiro

    Metrópoles
    14 de setembro de 2026 às 02:20
    Investigação aponta cabo do Exército como fornecedor de armas a facções
    Foto: Metrópoles

    Um cabo do Exército é apontado como fornecedor de armas e munições para facções criminosas. O militar, identificado como Deivison dos Santos Ferreira, é lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, e aparece em conversas analisadas pelos investigadores nas quais teria negociado munições, granadas e armamentos.

    O caso está relacionado à Operação Reino Oculto, conduzida pela Polícia Civil da Bahia em conjunto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Os elementos da investigação foram obtidos pelo Fantástico, da TV Globo, e divulgados neste domingo (13/9).

    Segundo informações oficiais divulgadas pelo órgão , a investigação começou em março e apura suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.

    Divulgalção/Tony Silva/MP-BA
    Divulgalção/Tony Silva/MP-BA — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A apuração identificou uma estrutura dividida entre núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas de fogo.

    De acordo com o MP-BA e a Polícia Civil, a organização movimentou mais de R$ 4 milhões durante o período investigado.

    Os investigadores também identificaram negociações envolvendo armas e munições calibre 5,56, usadas inclusive em fuzis.

    Investigação aponta cabo do Exército como fornecedor de armas a facções
    Investigação aponta cabo do Exército como fornecedor de armas a facções — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo as informações oficiais, uma empresa de fachada era utilizada no transporte de armamentos.

    O grupo também enviava drogas para outros estados, entre eles São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

    A Operação Reino Oculto mobilizou mais de 250 policiais civis e teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MP-BA. Mandados foram cumpridos em Salvador, na Região Metropolitana e no interior da Bahia, além de outros estados.

    O Metrópoles não localizou a defesa do militar. Ao Fantástico, os advogados disseram que ele nega as acusações e que os fatos serão esclarecidos no momento adequado.

    A defesa também informou que trabalha para revogar as prisões.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/investigacao-aponta-cabo-do-exercito-como-fornecedor-de-armas-a-faccoes.

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    Divulgalção/Tony Silva/MP-BA — Foto: Metrópoles

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