Investidor brasileiro segue cauteloso com mineração e papel e celulose, avalia BBA
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O sentimento dos investidores brasileiros em relação aos setores de mineração e metais e papel e celulose continua cauteloso, segundo pesquisa do Itaú BBA com cerca de 50 investidores.
As incertezas sobre as commodities e valuations menos atrativos levaram 43% dos entrevistados a reduzir a exposição aos dois segmentos desde o fim de 2025.
Entre os principais fatores de preocupação estão a alta dos custos provocada pelo petróleo mais caro, a fraqueza da demanda e dos preços do aço no Brasil e o avanço da integração vertical da China na produção de celulose.

O posicionamento dos investidores continua conservador, com 84% destinando menos de 10% dos portfólios aos setores de mineração, metais, papel e celulose. Além disso, cerca de 60% não pretendem aumentar a exposição a esses segmentos em 2027.
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Petróleo e gás e distribuição aparecem como os segmentos preferidos dentro do universo de commodities, com 47% das respostas, seguidos por mineração, com 31%, papel e celulose, com 12%, e siderurgia, com 8%.

Entre as ações de mineração e metais, a Vale ( VALE3 ) continua como a preferida dos investidores, com 40% dos votos, seguida pela Gerdau ( GGBR4 ), com 26%. A Ternium foi o principal destaque positivo da pesquisa, com a preferência subindo de 0% para 12% em oito meses.
Já a Aura (BDR: AURA33 ) caiu significativamente, de 29% para 8%, provavelmente refletindo realização de lucros após a forte valorização da ação, de 60% no acumulado do ano.
No setor de papel e celulose, a Suzano segue como a principal escolha, com 79% dos votos, devido ao seu valuation atrativo, de 5,4 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) estimado para 2026 e FCF yield de aproximadamente 12% para 2027, além da melhora recente do preço da celulose no curto prazo e das características de proteção cambial.

Embora 80% dos investidores esperem que os preços da celulose de fibra curta fiquem, em média, entre US$ 550 e US$ 599 por tonelada em 2027, acima da estimativa do banco de US$ 550 por tonelada, apenas 8% esperam aumentar a exposição a Papel e Celulose no próximo ano, enquanto 36% projetam reduzir suas alocações.
Para o aço, a expectativa predominante é de estabilidade dos preços brasileiros de bobina laminada a quente (HRC) e vergalhão no segundo semestre de 2026. Sobre a renovação do USMCA, acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá, 88% dos entrevistados esperam uma definição entre o quarto trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2027.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/investidor-brasileiro-segue-cauteloso-com-mineracao-e-papel-e-celulose-avalia-bba/.

Foto: InfoMoney
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