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    Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal, diz advogada da família

    Crianças desaparecidas em Bacabal Reprodução/Redes Sociais A Interpol ofereceu apoio às buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. A entrada da organização no caso não significa, porém, que as crianças tenham sido encontradas ou que estejam entre as 163 crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos. O Núcleo de Cooperação Internacional da Interpol entrou em contato com a advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe dos irmãos, e colocou à disposição ferramentas de cooperação internacional

    G1
    8 de setembro de 2026 às 22:39
    Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal, diz advogada da família
    Foto: G1

    Crianças desaparecidas em Bacabal — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A Interpol ofereceu apoio às buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal , no Maranhão. A entrada da organização no caso não significa, porém, que as crianças tenham sido encontradas ou que estejam entre as 163 crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos.

    O Núcleo de Cooperação Internacional da Interpol entrou em contato com a advogada Nathaly Moraes, que representa Clarice Cardoso, mãe dos irmãos, e colocou à disposição ferramentas de cooperação internacional que podem auxiliar nas buscas, inclusive em outros países, e em um eventual processo de repatriação caso as crianças sejam localizadas fora do Brasil.

    Irmãos desaparecidos em Bacabal completam oito meses sem pistas
    Irmãos desaparecidos em Bacabal completam oito meses sem pistas — Foto: G1 · Fonte: G1

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    As crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, a 250 km de São Luís. Desde então, não há informações sobre o paradeiro dos irmãos.

    Segundo a advogada Nathaly Moraes, o contato da Interpol foi feito nesta semana e representa o primeiro apoio direto da organização ao caso.

    “Hoje nós recebemos o apoio. Recebemos o e-mail e o apoio do Núcleo de Cooperação Internacional, colocando as ferramentas da Interpol à nossa disposição para nos ajudar. Até então, durante todo esse período, nós não tínhamos esse apoio”, afirmou Nathaly.

    Ainda de acordo com a advogada, os recursos oferecidos pela organização podem auxiliar tanto na localização das crianças quanto em procedimentos internacionais.

    “Essas ferramentas ajudam tanto na busca pelas crianças quanto na repatriação, para trazer as crianças de volta, caso sejam encontradas em outros países. Eles têm essa possibilidade em 197 países. Isso deixou a gente extremamente animado”, disse.

    Clarice Cardoso deve chegar em São Luís nesta terça-feira (9), onde terá uma reunião na sede da Polícia Federal com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional para entender como será a atuação da Interpol no caso.

    “Vamos fazer esse alinhamento com o Núcleo de Cooperação Internacional e entender como é que essas ferramentas da Interpol funcionam”, explicou a advogada.

    Nathaly Moraes afirmou que já havia solicitado anteriormente que a investigação fosse transferida da Polícia Civil para a Polícia Federal, por considerar a possibilidade de envolvimento em um caso de tráfico humano.

    “Quando nós procuramos a Polícia Federal, eu pedi o desvio de competência da Polícia Civil para a Polícia Federal porque eu entendia que podia sim ser tráfico humano. Inicialmente, a Polícia Federal respondeu que era para arquivar o meu pedido porque não havia indícios suficientes de que houvesse tráfico humano, que não seria competência deles”, afirmou.

    Segundo ela, a nova manifestação do Núcleo de Cooperação Internacional representa uma mudança no apoio recebido até o momento.

    “Quando foi hoje, o Núcleo de Cooperações Internacionais entrou em contato falando que a Interpol estará conosco, que ela está oferecendo todas as ferramentas para nos ajudar, porque até então nós não tínhamos apoio da Interpol, de maneira nenhuma”, disse.

    A entrada da Interpol no caso não significa que Allan e Ágatha tenham sido encontrados ou que estejam entre as 163 crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos.

    A advogada informou que o acompanhamento dessa situação está sendo feito pelo Consulado Brasileiro, que mantém contato com autoridades americanas.

    “Tem um representante do consulado que está fazendo esse acompanhamento presencial lá com as autoridades americanas, e eles disseram que era para a gente aguardar. Está sendo feito o levantamento do reconhecimento de algumas crianças, porque algumas foram desconhecidas”, explicou.

    A atuação da Interpol representa um reforço nas buscas e abre a possibilidade de cooperação internacional caso surjam pistas de que as crianças possam estar em outro país.

    Crianças estão desaparecidas há oito meses

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/09/08/interpol-oferece-apoio-nas-buscas-por-irmaos-desaparecidos-em-bacabal-diz-advogada-da-familia.ghtml.

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    Irmãos desaparecidos em Bacabal completam oito meses sem pistas — Foto: G1

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