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    Inteligência artificial, ensino superior e pensamento crítico

    Muito se fala sobre o controle de telas, a proibição de celulares em sala de aula e o uso de inteligência artificial generativa por alunos das escolas de educação básica. Mas esse é um debate que não deve excluir as instituições de ensino superior, seus professores e seus estudantes. Leia mais (10/08/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    8 de outubro de 2026 às 11:00
    Inteligência artificial, ensino superior e pensamento crítico
    Doze ícones de aplicativos de inteligência artificial exibidos em tela de smartphone com fundo preto. Entre eles estão Luma, Meta AI, Vibe, Greak, Copilot, Gemini, Claude, Perplexity, DeepSeek, ChatGPT, NovelAI e Sund, organizados em quatro — Foto: Folha de S.Paulo

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    Logotipos de aplicativos de inteligência artificial na tela de smartphone - Martin Lelievre - 14.set.26/AFP · Martin Lelievre - 14.set.26/AFP
    Logotipos de aplicativos de inteligência artificial na tela de smartphone - Martin Lelievre - 14.set.26/AFP · Martin Lelievre - 14.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Muito se fala sobre o controle de telas, a proibição de celulares em sala de aula e o uso de inteligência artificial generativa por alunos das escolas de educação básica. Mas esse é um debate que não deve excluir as instituições de ensino superior, seus professores e seus estudantes.

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    Um estudo mundial da Unesco divulgado em setembro mostrou que 93% dos profissionais atuantes na educação superior já usam IA em suas tarefas de trabalho —contudo, somente 33,4% disseram que se sentem realmente confiantes ao utilizá-la. Por outro lado, o levantamento, que considerou 90 países, também revelou que dois terços das instituições educacionais já têm ou estão desenvolvendo diretrizes sobre o uso de IA.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ou seja: ao passo que o uso desses modelos generativos já está em curso no cotidiano acadêmico, a insegurança revelada pelos docentes reflete a falta de formação estruturada , uma vez que as faculdades e as universidades ainda estão discutindo as orientações.

    É óbvio que o avanço das tecnologias se move em uma velocidade imensuravelmente maior que os processos legislativos, regulatórios e educativos. Por isso, discutir normativas exige uma certa urgência, uma vez que é dentro das instituições de ensino que se produz grande parte do conhecimento e da ciência do País.

    Em setembro, uma reunião do Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu diretrizes para a utilização da inteligência artificial na educação brasileira. O texto, aprovado pelo conselho pleno do colegiado, traz orientações para todas as etapas educacionais. O documento ainda aguarda homologação pelo Ministério da Educação (MEC).

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    logo do produto folha de redação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No que diz respeito à educação superior, o CNE estabelece que o uso da IA deve estar baseado em uma "articulação entre formação acadêmica, desenvolvimento científico e preparação para contextos profissionais cada vez mais mediados por tecnologias digitais". Também propõe a integração dessas ferramentas à formação acadêmica; o desenvolvimento de competências relacionadas à IA e o uso pedagógico com significado e intencionalidades objetivos.

    O texto é importante porque indica caminhos para as faculdades e universidades em um tema ainda muito novo e, portanto, nebuloso. Ainda que essas ferramentas estejam presentes em praticamente todas as plataformas digitais que usamos no dia a dia, é preciso ensinar e aprender não apenas com as inteligências artificiais, mas também sobre elas , para que seu uso seja responsável e crítico por alunos, professores e pesquisadores.

    Essa é uma reflexão que todas as instituições de ensino superior precisam fazer, construindo suas próprias orientações em diálogo com as comunidades acadêmicas. É de extrema relevância que o debate seja constante, pois questões éticas não podem jamais ser perdidas de vista, assim como questões referentes à propriedade intelectual , à transparência e à integridade da produção científica, como o próprio parecer do CNE propõe.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/10/inteligencia-artificial-ensino-superior-e-pensamento-critico.shtml.

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    Logotipos de aplicativos de inteligência artificial na tela de smartphone - Martin Lelievre - 14.set.26/AFP · Martin Lelievre - 14.set.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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