Instituto Bora nasce para impactar pessoas e movimentar R$ 810 mi em renda
Um hub que vira instituto para potencializar o ecossistema de inclusão produtiva. Assim nasce o Instituto Bora, lançado pela Ambev nesta terça-feira (2). Sob gestão da Yunus Negócios Sociais, a nova estrutura voltanda à geração de renda e oportunidades terá governança compartilhada e reunirá empresas e organizações em uma rede que já conta com 120 membros,. Leia mais (09/02/2026 - 10h00)

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Um hub que vira instituto para potencializar o ecossistema de inclusão produtiva. Assim nasce o Instituto Bora, lançado pela Ambev nesta terça-feira (2). Sob gestão da Yunus Negócios Sociais, a nova estrutura voltanda à geração de renda e oportunidades terá governança compartilhada e reunirá empresas e organizações em uma rede que já conta com 120 membros,.

"Damos um novo passo com o Bora Hub, que se torna instituto para ampliar a mobilização de parceiros e recursos", explica Laura Aguiar, diretora de impacto e relações com a sociedade da Ambev, que seguirá desenvolvendo iniciativas próprias, enquanto o instituto amplia o espaço para a contribuição de outras organizações.
O objetivo é ampliar a participação do setor privado para atingir a meta de incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros até 2032.
"Inclusão socioprodutiva é um problema de escala nacional, e nenhuma empresa, OSC ou fundação resolve isso sozinha", afirma Bárbara Almeida Ladeia, gerente de Inovação Socioambiental da Yunus Negócios Sociais América Latina.

Segundo ela, a experiência do Bora Hub mostrar a força de uma atuação conjunta. "O Instituto Bora formaliza essa lógica em uma coalizão, com governança compartilhada e um fundo coletivo. O que estamos propondo é um verdadeiro pacto nacional pela inclusão socioprodutiva, e ele só se sustenta se quem financia e quem executa decidirem juntos."
Ambev, Yunus e PepsiCo, membros fundadores, convidam outras empresas a participar da iniciativa. A previsão é que a constituição do Instituto Bora seja concluída em 2026, com os primeiros investimentos do fundo previstos para 2027.
"Acreditamos que ampliar oportunidades de geração de renda e desenvolvimento é fundamental para construir comunidades mais fortes e resilientes", afirma Regina Teixeira, diretora sênior de Assuntos Corporativos da PepsiCo Brasil. "E reforça nossa convicção de que a colaboração é essencial para promover transformações sociais em escala."

O Bora permite que pessoas cadastradas em sua plataforma tenham acesso a potenciais empregadores e programas de profissionalização, além de oferecer ferramentas para o desenvolvimento de micro e pequenos empreendedores, como, por exemplo, trilhas de capacitação.
A plataforma também oferece soluções financeiras, incluindo programas de pontuação e opções personalizadas de microcrédito.
A transformação em instituto acontece após a construção de uma rede que reúne 130 projetos cadastrados e já gerou mais de R$ 810 milhões em renda, segundo a organização. O novo modelo busca ampliar a mobilização de recursos, conhecimento e conexões para iniciativas de geração de renda.

Uma das ferramentas será um fundo coletivo, que reunirá recursos de diferentes empresas para apoiar negócios sociais e organizações sem fins lucrativos. As instituições investidoras, chamadas de alma matters, poderão integrar o conselho consultivo e participar das decisões sobre a alocação dos recursos.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/folha-social-mais/2026/09/instituto-bora-nasce-para-impactar-pessoas-e-movimentar-r-810-mi-em-renda.shtml.

Evento em São Paulo celebra um ano do Bora Hub, programa de inclusão produtiva da Ambev - Marina Sapienza · Marina Sapienza — Foto: Folha de S.Paulo
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