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    Inspirada em algas, 'rede' consegue capturar microplásticos de vários tamanhos na água

    Partículas de plástico de diferentes tamanhos, desde fragmentos de poucos milímetros até micro e nanopartículas. Byeunggon Kim, Haeleen Hong e Orlin Velev/NC State University Pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveram uma espécie de rede altamente aderente inspirada em estruturas formadas por algas marinhas capaz de retirar da água partículas de plástico de tamanhos muito diferentes — um dos principais obstáculos enfrentados pelas tecnologias criadas até agora para combater esse tipo de poluição. Em testes de laboratório, a estrutura conseguiu capturar desde partículas extremamente pequena

    G1
    8 de agosto de 2026 às 08:00
    Inspirada em algas, 'rede' consegue capturar microplásticos de vários tamanhos na água
    Foto: G1

    Partículas de plástico de diferentes tamanhos, desde fragmentos de poucos milímetros até micro e nanopartículas. — Foto: Byeunggon Kim, Haeleen Hong e Orlin Velev/NC State University

    Pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveram uma espécie de rede altamente aderente inspirada em estruturas formadas por algas marinhas capaz de retirar da água partículas de plástico de tamanhos muito diferentes — um dos principais obstáculos enfrentados pelas tecnologias criadas até agora para combater esse tipo de poluição.

    Em testes de laboratório, a estrutura conseguiu capturar desde partículas extremamente pequenas , medidas em centenas de nanômetros , até fragmentos de vários milímetros .

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    ➡️ Em experimentos com microplásticos retirados do ambiente, a eficiência de remoção chegou a 92% . A rede também funcionou tanto em água doce quanto em condições de alta salinidade.

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    Para conseguir capturar partículas de tamanhos tão diferentes, os pesquisadores criaram uma estrutura que atua de duas formas.

    A malha retém os fragmentos maiores , enquanto uma camada de fibras muito finas e ramificadas faz as partículas menores aderirem à superfície.

    Com isso, na prática, ela funciona ao mesmo tempo como uma peneira para os pedaços maiores e como uma superfície aderente para os menores.

    O trabalho, publicado na revista Science Advances, foi inspirado em emaranhados naturais de algas e nas chamadas “ bolas de Netuno ”, estruturas formadas por restos fibrosos de plantas marinhas que podem acumular partículas de plástico no oceano.

    Os cientistas tentaram reproduzir justamente essa capacidade de capturar detritos em diferentes escalas.

    "A ideia era criar uma estrutura que fizesse o mesmo que as algas entrelaçadas já fazem na natureza", disse ao g1 Orlin Velev, professor de engenharia química e biomolecular da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) e autor do estudo.

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    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/08/08/rede-microplasticos-de-varios-tamanhos-na-agua.ghtml.

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