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    Insegurança leva prejuízo a famílias, e 77% relatam custos adicionais por medo da violência

    Pesquisa encomendada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ) e divulgada nesta terça-feira (1º) mostra que o medo da violência afeta a rotina e o orçamento das famílias brasileiras: 77% dos entrevistados afirmam que a insegurança gera custos para seus lares. Leia mais (09/01/2026 - 17h48)

    Folha de S.Paulo
    1 de setembro de 2026 às 20:48
    Insegurança leva prejuízo a famílias, e 77% relatam custos adicionais por medo da violência
    Cartaz rasgado colado em poste na rua alerta para perigo em Pinheiros, São Paulo, destacando alto índice de assaltos à mão armada. Imagem mostra figura com arma apontada e texto em amarelo e vermelho. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Pesquisa encomendada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ) e divulgada nesta terça-feira (1º) mostra que o medo da violência afeta a rotina e o orçamento das famílias brasileiras: 77% dos entrevistados afirmam que a insegurança gera custos para seus lares.

    Cartaz colado em um poste alerta sobre o perigo de assaltos à mão armada na rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo - Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress
    Cartaz colado em um poste alerta sobre o perigo de assaltos à mão armada na rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo - Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Feito por telefone, o levantamento foi elaborado pelo PoderData entre o final de julho e o início de agosto e ouviu 2.411 pessoas em 658 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    No total, 7 em cada 10 brasileiros tiveram algum custo financeiro relacionado à insegurança nos últimos 12 meses. Os motivos variam: 35% falam em golpes ou fraudes; 13% dizem ter gastado com segurança patrimonial, como em casa ou no carro, e 12% gastam com transportes mais caros para evitar riscos.

    Outros 14% afirmaram não ter enfrentado nenhum custo extra, e 8% não sabem.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A pesquisa traz também detalhamentos do impacto sobre o orçamento familiar. 35% precisou retirar recursos de despesas básicas, como alimentação, e 20%, de saúde, educação ou cuidados com a família.

    Outros 15% retiraram de lazer ou melhorias na casa e 14% diminuíram a capacidade de guardar dinheiro. Um percentual de 4% relata que a insegurança causou gastos, mas não comprometeu outras despesas.

    Para além da questão patrimonial, o medo da violência também interfere em decisões profissionais. Segundo a Fiesp, 26% dos entrevistados disseram ter deixado de aceitar uma oportunidade de trabalho por receio da criminalidade, enquanto 23% evitou trabalhar ou circular em determinados horários .

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    Além disso, 18% relataram ter perdido clientes, vendas ou outros negócios em razão da insegurança.

    O levantamento buscou também informações sobre o custo disso para o orçamento familiar.

    Segundo a pesquisa, 22% dos entrevistados disseram ter gastos adicionais entre R$ 251 a R$ 500 e 30%, entre R$ 501 a R$ 2.500.

    Isso ocorre ao mesmo tempo em que a insegurança muda a forma de consumo dos brasileiros. O estudo da Fiesp mostra que 38% da população deixou de comprar ou usar determinados bens por medo da violência. Outros 24% já não frequentam determinados comércios ou restaurantes.

    São números que acompanham a piora na sensação de insegurança relatada pelos brasileiros.

    Pesquisa Datafolha divulgada no final do ano passado mostrou que a segurança pública se tornou o principal problema do país para 16% dos brasileiros .

    O setor está atrás de saúde, área reconhecida como o maior gargalo nacional para 20% da população, mas à frente da economia –o principal problema para 11% dos entrevistados.

    Isso não significa que o país esteja necessariamente mais violento —os homicídios, por exemplo, registraram nova mínima histórica no ano passado.

    Fórum Brasileiro de Segurança mostra que delito se consolida como principal crime patrimonial do país. Roubos vão na direção oposta e caíram em todas as categorias; na somatória geral, redução foi de 18,3%

    7 das 27 unidades da federação tiveram aumento nos assassinatos; todas as regiões brasileiras tiveram redução na violência, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança. RN teve alta de 19,6% nas mortes, a maior entre os estados; AM teve queda de 32% na estatística

    Dados do Fórum Brasileiro de Segurança mostram escalada da violência que culmina com desfechos letais. País teve 1.571 feminicídios em 2025, maior marca da série histórica; parte da alta é atribuída a uma melhor capacidade de registro

    O problema, segundo o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, está no aumento dos crimes que atingem o patrimônio —e nesse aspecto os golpes, entre eles os cometidos por meios digitais, vivem uma explosão sem precedentes .

    Foram 2,2 milhões de ocorrências registradas no ano passado (taxa de 1.059 casos por 100 mil habitantes), o equivalente a 258 casos por hora. Trata-se de um aumento de 429% na comparação com os 426 mil registros de 2018, primeiro ano da série histórica. Em relação a 2024, a alta foi de 3,1%.

    O aumento ocorre à medida que o Estado brasileiro ainda patina para identificar aqueles que cometem esse tipo de fraude. Apesar dos 2,2 milhões de casos registrados em 2025, apenas 63,7 mil ações penais foram instauradas pelos Ministérios Públicos estaduais no mesmo período.

    Da mesma forma, somente 4.189 pessoas passaram pelo sistema penitenciário de janeiro a dezembro pelo crime de estelionato —dado que inclui presos provisórios, que ainda aguardam julgamento, ou condenados em definitivo.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/inseguranca-leva-prejuizo-a-familias-e-77-relatam-custos-adicionais-por-medo-da-violencia.shtml.

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    Cartaz colado em um poste alerta sobre o perigo de assaltos à mão armada na rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo - Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress · Zanone Fraissat - 16.out.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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