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    Inquérito das fake news, alvo de Fachin, mirou bolsonaristas e provocou prisões em 7 anos; relembre

    Presidente da corte tirou Moraes da relatoria do caso, após série de polêmicas

    UOL
    9 de setembro de 2026 às 21:00
    Inquérito das fake news, alvo de Fachin, mirou bolsonaristas e provocou prisões em 7 anos; relembre
    Dois homens vestidos com togas pretas se cumprimentam com os braços abertos em um ambiente interno com parede de pedra clara ao fundo. Um deles é careca e o outro tem cabelo grisalho curto. — Foto: UOL

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    O inquérito das fake news, que teve o ministro Alexandre de Moraes como relator até esta quarta-feira (9), se tornou um dos símbolos do alargamento dos poderes do STF (Supremo Tribunal Federal) ao longo de seus sete anos de existência.

    Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, em 2025 - Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress · Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress
    Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, em 2025 - Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress · Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nesta quarta, o presidente da corte, Edson Fachin, tirou Moraes da relatoria do caso.

    O inquérito foi instaurado em março de 2019 pelo ministro Dias Toffoli de ofício e sem sorteio da relatoria. Toffoli era então presidente do tribunal. Sob o comando de Raquel Dodge, a PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu mais de uma vez que o inquérito fosse arquivado. Seu sucessor na Procuradoria, Augusto Aras , oscilou —chegou a defender o arquivamento, mas ao final apoiou a constitucionalidade do inquérito, ainda que com ressalvas.

    O STF validou o inquérito, por 10 votos a 1, ao apreciar uma ação da Rede –o partido chegou a pedir que a ação fosse extinta, após mudança de ares sobre a investigação.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O inquérito foi aberto para apurar notícias fraudulentas, falsas comunicações de crime, denúncias caluniosas, ameaças e demais infrações caluniosas, difamatórias ou injuriosas contra o Supremo e seus ministros

    Posteriormente também passou a constar como objeto: "a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais", contra a independência do Judiciário e o Estado de Direito.

    Ao longo dos últimos anos, uma série de operações policiais foi deflagrada por ordem de Moraes no inquérito e em seus desdobramentos.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em fevereiro, por exemplo, Moraes determinou mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar de vazamento de dados da Receita Federal sobre integrantes do STF e seus parentes.

    Também naquele mês o presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) foi ouvido pela Polícia Federal, na condição de investigado no inquérito, após afirmar à imprensa que fiscalizar autoridades e seus parentes virou atividade de risco para funcionários da Receita.

    Dias depois desses desdobramentos, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao STF o fim do inquérito das fake news e contestou a manutenção de investigações heterodoxas de "natureza perpétua" na corte. Criticou ainda o que chama de "elasticidade excessiva" do objeto da apuração.

    Também neste ano, um jornalista do Maranhão foi alvo de mandados após publicar textos sobre o uso de um veículo funcional pelo ministro Flávio Dino, em inquérito aberto pela PF e distribuído a Moraes por suposta relação com o inquérito das fake news.

    abr.19: Caso de censura à revista Crusoé

    set.19: Busca e apreensão contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot

    mai.20: Primeira operação de peso contra aliados de Bolsonaro, com 29 alvos

    fev.21: Prisão em flagrante do então deputado bolsonarista Daniel Silveira

    jun.22: Bloqueio de perfis do partido PCO nas redes sociais

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/inquerito-das-fake-news-alvo-de-fachin-mirou-bolsonaristas-e-provocou-prisoes-em-7-anos-relembre.shtml.

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    Os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, em 2025 - Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress · Pedro Ladeira - 29.set.25/Folhapress — Foto: UOL

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