Início de ato de Lula em São Paulo tem tensão com PM sobre liberação da avenida Paulista
Coordenador da campanha discute com comandante da operação, e apoiadores vaiam policiais

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O ato final da campanha de reeleição do presidente Lula ( PT ) teve tensão com a polícia ainda antes de seu início por causa da obstrução da Avenida Paulista, em São Paulo .

A concentração da passeata ocorreu na esquina da Paulista com a rua Augusta, onde Lula realizou ato semelhante em 2022.
Por volta das 10h30, homens da Polícia Militar se aproximaram dos trios elétricos para cobrar a desobstrução da Paulista.
Houve uma discussão entre o comandante da operação e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo.

Os trios elétricos foram movidos por cerca de cem metros na Augusta, aumentando o espaço para apoiadores na rua. Organizadores do ato relatam à reportagem que ainda há pressão para que a passeata desça logo a rua.
Tudo se deu antes do início oficial do ato com Lula, que chegou por volta das 11h20. Ao lado do presidente, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e seu vice, Márcio França; as candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede); e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
No ato, Haddad acusou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), de tentar impedir a manifestação.

A gestão Nunes tentou barrar a caminhada sob a justificativa de que o TRE-SP havia solicitado que avenida Paulista, assim como outras ruas e avenidas da capital, fiquem desimpedidas no sábado e domingo.
Na quinta (2), o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ) concedeu liminar que garantia a caminhada, mas afirmou que nenhuma via poderia ser bloqueada. A ação havia sido protocolada pela Coligação Desperta São Paulo (PDT, PSB, PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede) contra a gestão de Ricardo Nunes .
A candidata Simone Tebet, ex-ministra de Lula, também afirmou que "tentaram impedir o povo de ocupar a Paulista".

"Enquanto o senhor [Lula] for presidente da República, ninguém vai atacar a democracia no Brasil", disse Simone no ato.
Após a discussão com a PM, manifestantes passaram a bloquear o trio, recusando-se a sair da frente do veículo. A corporação foi vaiada, e apoiadores do presidente Lula fizeram coro contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Folha perguntou à Secretaria de Segurança Pública o que aconteceu, mas a pasta disse ainda estar apurando.

Em nota, a PM afirmou que acompanha o ato para "garantir a segurança de manifestantes, pedestres e motoristas e preservar a fluidez do trânsito".
Na decisão que liberou o ato de Lula, a juíza Maria Claudia Bedotti afirmou que a concentração, o deslocamento e a dispersão deveriam ocorrer sem ocupar o leito carroçável da Paulista e da rua Augusta, mantendo-se um corredor livre para servidores, equipamentos e urnas eletrônicas.
Segundo a decisão, estruturas, fixas ou móveis, estariam vedadas na pista, e a organização deveria seguir as orientações da PM e da CET. Em caso de descumprimento, as autoridades têm poder de desobstruir as vias de imediato.

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
As principais notícias da semana sobre o cenário jurídico e conteúdos exclusivos
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/inicio-de-ato-de-lula-em-sao-paulo-tem-tensao-com-pm-sobre-liberacao-da-avenida-paulista.shtml.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participa da caminhada "Brasil Pronto pra Mais", na rua Augusta, na região central de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

