Política

    Influenciadores postam manifesto em defesa das bets

    JoJo Todynho, Jon Vlogs e Davi Brito estão entre os que publicaram; postagens acompanham hashtag “NósApostamosNoBrasil”

    Poder360
    26 de setembro de 2026 às 19:41
    Influenciadores postam manifesto em defesa das bets
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    JoJo Todynho, Jon Vlogs e Davi Brito estão entre os que publicaram; postagens acompanham hashtag “NósApostamosNoBrasil”

    Influenciadores digitais publicaram nas redes sociais na 6ª feira (25.set.2026) e neste sábado (26.set) mensagens em defesa do mercado regulado de apostas, em reação à MP (medida provisória) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das bets no Brasil. A norma impede imediatamente novos depósitos e determina que sites e aplicativos deixem de funcionar a partir de 6 de outubro.

    Entre os perfis de maior alcance que aderiram à mobilização estão JoJo Todynho , Jon Vlogs e Davi Brito . JoJo tem 29,6 milhões de seguidores no Instagram, Jon soma 10,7 milhões e Davi, 7 milhões. Jon Vlogs, além de já ter participado de campanhas publicitárias da casa de apostas Blaze, é criador de sua própria bet , a Jonbet. Os criadores de conteúdo desabilitaram os comentários das publicações.

    Influenciador Jon Vlogs (foto) está entre os que divulgaram o manifesto
    Influenciador Jon Vlogs (foto) está entre os que divulgaram o manifesto — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Na 6ª feira (26.set.2026) o também influenciador alagoano Rico Melquiades , anunciou nas redes sociais que vai deixar o Brasil e passar a morar em Portugal a partir de outubro. Ele fez publicidade para casas de apostas e depôs na CPI das Bets do Senado sobre contratos de influenciadores com empresas do setor. O influenciador não confirmou, no entanto, que a decisão de morar no exterior tenha sido motivada pelo banimento das bets .

    Além de influenciadores conhecidos e com milhões de seguidores, a mobilização se espalhou por criadores de conteúdo de médio porte e profissionais ligados ao mercado de apostas. Publicações com a hashtag #NósApostamosNoBrasil aparecem em diferentes redes sociais, com textos semelhantes em defesa da manutenção do setor regulado e pedidos por mais fiscalização em vez da proibição. Entidades signatárias do manifesto também convocaram empresas e profissionais a compartilharem o material usando a hashtag .

    As postagens sustentam que a proibição não eliminaria a demanda por jogos de azar, mas poderia direcioná-la para plataformas clandestinas. Em uma das legendas compartilhadas pelos influenciadores, lê-se: “ Regular é controlar, fiscalizar e proteger. Proibir é só perder o controle .” O material defende a preservação das regras criadas para empresas autorizadas e mecanismos de proteção aos apostadores.

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    As entidades também citam como possíveis efeitos da medida a perda de arrecadação e demissões, e como alternativa, mencionam regras mais rígidas de publicidade, proteção a pessoas vulneráveis e combate às plataformas ilegais.

    Eis a íntegra do manifesto, que foi publicado em formato de carrossel no Instagram:

    Um 2º manifesto, chamado “Proibir não é proteger ”, foi divulgado em conjunto somente pela ANJL e pelo IBJR, com apoio de operadoras licenciadas.

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    O governo vem adotando restrições às empresas de apostas on-line. Em abril, o partido do presidente apresentou projeto para proibir as bets em todo o país na Câmara dos Deputados. Três meses depois, determinou que a publicidade do setor apresentasse advertências sobre riscos financeiros e dependência.

    A combinação das iniciativas faz parte da estratégia do governo para apresentar medidas com efeito no cotidiano dos eleitores antes da eleição. O Poder360 já havia mostrado que o endurecimento das regras das bets era pensado junto de outras ações, como o Novo Desenrola e o fim da taxa das blusinhas.

    As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas em 2025 , segundo dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda e do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix.

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    Desde a regulamentação do setor, a União arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em taxas de outorga. Cada autorização custa R$ 30 milhões e tem validade de 5 anos.

    As empresas afirmam que, além das outorgas, fizeram investimentos em contratação de equipes, publicidade, tecnologia e estrutura para atuar no mercado regulado. O ministro da Fazenda afirmou que não haverá devolução das outorgas .

    O IBJR argumenta que uma interrupção antecipada das operações poderia gerar pedidos de indenização na Justiça. O setor estima que os valores envolvidos poderiam chegar a dezenas de bilhões de reais, dependendo do alcance de uma eventual proibição.

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    As apostas de quota fixa foram regulamentadas no Brasil em 2023. O modelo estabeleceu regras para autorização, fiscalização, tributação e funcionamento das empresas.

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    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-gente/influenciadores-postam-manifesto-em-defesa-das-bets/.

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